O gado das reduções

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Por volta de 1537, o cavalo chegou à região de Assunção, quando esta foi fundada pelos moradores da primeira Buenos Aires. A criação de gado vacum, equino e lanígero era feita separadamente para facilitar o trabalho evitando, por exemplo, a ameaça dos cavalos para as ovelhas e vacas prenhes.

Algumas famílias indígenas (posteiros) eram encarregadas de impedir a evasão do gado e de efetuar os necessários rodeios para amansá-lo e acostumá-lo ao homem e ao cavalo, com a finalidade de facilitar sua futura remoção para as invernadas. Visitas regulares às capelas desses posteiros eram feitas com regularidade pelos missionários para que eles não ficassem sem o atendimento espiritual.

A recolhida anual do gado podia durar dois meses e nunca se fazia por índios particulares, mas pela comunidade que encarregava dessa tarefa uns 40 ou 50 ginetes. Dando a cada um deles alguns cavalos e comida, despedia-os com muitos sinais de afeição e votos de feliz regresso. Chegados à estância, os índios deixavam algumas vacas mansas numa coxilha para onde tocavam o gado xucro dos arredores. À noite acendiam fogueiras em volta da manada para evitar sua dispersão. Um trovão ou uivo que assustasse o gado bastaria para provocar o estouro. Arrebanhando umas nove ou dez mil reses para o consumo anual, os vaqueiros as conduziam para as invernadas onde periodicamente se retirava algum gado para pequenos pastos, nas cercanias do povoado, segundo as necessidades dos matadouros.