A ninfomaníaca de Londres

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Lendo reportagem neste final de semana me deparei com uma notícia curiosa. A jovem estudante londrina, de Tecnologia da Informação, de 20 anos, que ganhou o título de “universitária mais promíscua do ano”, após participar de competição on-line. Como prêmio ganhou 500 libras e um suprimento anual de camisinhas do controverso site Shagatuni. Ao ser entrevistada, a jovem, se mostrava entusiasmada pela façanha de fazer sexo com até três homens por semana. A aluna da Universidade de Exeter disse não saber os nomes de todos os parceiros sexuais pelo volume de encontros.

A universitária contou que a conquista lhe deu mais apetite sexual, fazendo-a lembrar um dos encontros íntimos na sala de informática da universidade. Segundo a jovem, o seu maior objetivo agora é seduzir um professor para colocar mais um nome em sua vasta lista de parceiros. Questionada pelo entrevistador se seria uma devassa, a universitária se intitulou apenas como “uma feminista moderna”.

ÚTERO DE FOGO

Não tenho uma visão moralista sobre a questão. Creio que a mulher não pode ser taxada de promíscua por usufruir da liberdade sexual. Mas nesse caso específico, penso que as atitudes da universitária refletem um distúrbio sexual, a ninfomania, que alguns literários designam como mulher com útero de fogo. A pessoa apresenta um quadro de hipersexualidade. O distúrbio sexual e psicológico transforma o coito num vício, afetando os relacionamentos afetivos, que mais cedo ou mais tarde, definham.

A NINFA DE MUNIQUE

Teve um caso em Munique, na Alemanha, mais extremo que o citado anteriormente. Uma ninfomaníaca foi levada sob custódia depois que a vítima, um homem de 31 anos, a denunciou para a polícia, aos prantos. Completamente fraco, revelou que ficou por 36 horas fazendo sexo com a mulher. A mesma, ao ser levada para interrogatório, acabou sendo reconhecida por outra vítima que teria sofrido os mesmos abusos.

TRISTE VIDA

No Bairro Pippi, na década de 90, havia uma ninfomaníaca que lamentava sua triste vida. Queria mudar da cidade. Queixava-se que os homens a tratavam como objeto. Não viam nela uma figura humana, com sentimentos. Um certo dia, depois de uma dessas lamentações, a bela jovem foi para casa. Lá encontrou um senhor solitário, no portão, aguardando seu pai para uma conversa. Mas ele não estava. Tinha ido ao centro fazer compras. “A ocasião fez o ladrão.” A volúpia tomou conta da menina que viu na figura daquele esquálido senhor uma forma de satisfazer seus infindáveis desejos. Perspicaz, o convenceu com seus gracejos. Após o ato, o homem partiu sem falar com o pai da moça. E a ninfa, novamente triste, enrolada nos lençóis, passou a chorar, lamentando sua vida. O amigo Feitosa me contou esses dias que a jovem mudou de cidade e hoje vive na Capital, bem vestida, a olhar vitrines e contar dinheiro pelas ruas. Pobre e bela ninfa, em sua ingenuidade, deve continuar sonhando em encontrar um grande amor.