Falando sobre o amor

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No sábado levantei cedo. Fui à Rádio Santo Ângelo fazer a produção do noticiário “Grande Jornal Falado”. Antes, uma rápida leitura em jornais e o acesso à internet. Quase todos os veículos de imprensa prestaram homenagem a Vinicius de Moraes, nascido em 1913 no Bairro da Gávea, no Rio de Janeiro.

Sem dúvida uma justa homenagem ao centenário da morte do compositor e poeta que melhor soube retratar o amor e as mulheres, na literatura brasileira. Como esquecer a Bossa Nova, a música “Garota de Ipanema” e seus sonetos românticos inspirados nas belas praias fluminenses e em sua vida boêmia nas noites cariocas.Lembro que meu primeiro contato com a sua obra foi na aula de literatura do professor Isaac Feijó. Na época conheci o “Soneto da Fidelidade”. “Eu possa me dizer do amor (que tive): “Que não seja imortal, posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure”, frisou o poeta. A forma como retratava o cotidiano das pessoas, os amores, as paixões e as desilusões, reflete um poeta moderno muito além de seu tempo.

ROMA, MORA, AMOR

Não fui boêmio como Vinicius de Moraes. Tive poucos amores. Em compensação, foram intensos, deixando marcas que permanecem vivas até hoje. Nessas experiências muitos encontros e desencontros como a menina de cabelos alaranjados, o primeiro amor aos cinco anos de idade, e a formiga branca, uma desilusão do passado que trouxe lições importantes para a vida. Amor, escrita pequena, com quatro letras, tão forte, íntima e mutável. Basta uma simples inversão na ordem das letras para surgirem palavras como Roma e Mora, grafias que refletem esse sentimento que habita em mim.

RECOMEÇO

Sábado à noite, olhando o céu, senti uma paz tão grande, difícil de expressar em palavras. Tive vontade de cantar, dançar, tomar um bom vinho, olhar nos teus olhos e dizer poesias de amor que havia guardado no meu coração. Ele voltou a pulsar forte novamente, redescobrindo uma relação baseada na confiança, na lealdade, na verdade e no respeito. Porque relação sem respeito não é verdadeira, é ilusão, sofrimento. Nem os tropeços me fizeram deixar de acreditar no amor. Mesmo sem ver a lua, tive a luz dos teus olhos e o teu sorriso nos momentos mais difíceis. Apesar de separados, tuas mãos estendidas me ampararam quando precisei, de forma espontânea. Não precisei clamar pelo teu carinho, porque a generosidade e a gentileza fazem parte da tua natureza. Hoje essas mesmas mãos que sempre me ampararam voltam a tocar meu coração que não sabe viver no egoísmo. Quero estar ao teu lado, em todos os lugares de mãos dadas, sorrindo, mostrando ao mundo o amor, o carinho e o respeito que tenho por você.

“L’amore vero vuoleil bene dell’amato.”