Um “chá de banco” no banco

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A experiência foi desagradável. Já tinha tomado “chá de banco” em banco. Mas como nesta segunda-feira (10), nunca. Fiquei por mais de uma hora esperando nas cômodas cadeiras oferecidas pela agência do banco estadual. O leitor pode perguntar por que reclamar então? Reclamo como cidadão, pois considero desrespeito esse tratamento às pessoas que necessitam do serviço bancário. Entre os vários caixas vazios, poucos funcionários atendendo.
Não quero ser redundante, mas repito: por várias vezes, esperei no banco. Igual dessa vez, porém, nunca. A demora foi angustiante. Muita coisa para fazer e tendo que aguardar a demora. Senti impotência e ao mesmo tempo revolta. Com meu boleto do IPE optante só podia pagar com cheque no caixa convencional, sem outra escolha.

O ABRIDOR DE LATAS
Vários números na frente da minha senha, os caixas não dando conta da grande demanda de atendimento. Tudo lento, emperrado. Na hora, lembrei a estória “O abridor de latas”, de Millôr Fernandes. Alguns devem recordar o relato da morosidade de três tartarugas jovens, com 800 anos cada uma, que ficaram o tempo todo discutindo entre si em quem iria buscar o abridor para inicio do piquenique. Essa narrativa em câmera lenta, inquietante, nas devidas proporções, é semelhante ao que ocorreu no banco estatal. Não culpo os funcionários, mas a estrutura do banco.

TEMPO DE ATENDIMENTO
Em relação ao tempo de espera em fila nas agências, o coordenador do Procon, Valter Portalete, explica que o Banco Central estipula o horário de atendimento das instituições financeiras em território nacional, mas deixa que cada município legisle em relação ao tempo de espera. “Em Santo Ângelo existe a chamada “Lei da Fila”, que estipula o prazo de 15 minutos em dias normais e 30 minutos em vésperas de feriados e no primeiro dia útil após feriadões”, diz.

DESCASO
Diante do esclarecimentos do coordenador do Procon, Valter Portalete, é lamentável ver que mesmo com a lei específica para esse caso, continuamos recebendo esse tipo de tratamento por alguns bancos. Nessa agência que estive hoje, até o horário registrado, na impressão da senha, estava errado. Aparecia com 1 hora e 11 minutos de atraso. Perplexo com tudo isso, depois de muito tempo fui atendido.
Ao sair da agência, comecei a refletir sobre como caiu a qualidade do serviço, nos últimos anos, após a redução do número de caixas para o atendimento. Na saída ainda tive que ouvir uma “pérola” de um cidadão ao dizer que o atendimento melhorou porque colocaram cadeiras para os clientes sentarem. Esquece esse pobre moço que o tempo de espera nas agências bancárias aumentou.