Abandonado

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Ano passado comecei a ler “A Forma da Água”, de Guilhermo Del Toro e Daniel Kraus. Adquiri ele na Americanas (na loja daqui mesmo), preço estava bom. Ficou na cabeceira por alguns dias – até eu concluir a outra leitura. Pois bem, li alumas páginas (mais que a metade) e abandonei, não sei porque, provavelmente surgiu outro (livro) no caminho.

Desde então ele estava na estante, com o marcador de página exposto, me lembrando onde parei. Na semana passada peguei ele de novo. Faltam umas 50 páginas para encerrar, mas tem um detalhe que achei interessante abordar aqui.

A Forma da Água é filme, o livro é baseado no filme. Como já assisti a produção, sei o que vai acontecer (talvez isso tenha contribuído em abandonar no ano passado). Enfim, a história se passa durante a Guerra Fria, quando o centro de pesquisas espaciais (Occam), nos Estados Unidos, descobre e leva até a unidade um homem anfíbio, para ser estudado e usado em prol dos avanços tecnológicos do país. Lá encontra Elisa Esposito, faxineira, muda e órfã.

A narração se desenvolve bem, Elisa e o deus Brânquia criam um vínculo e uma forma única de comunicação. Ela, temendo que o homem seja executado, resgata do centro de pesquisas e o abriga na banheira de sua casa. Aí é que vem um ponto interessante.

No filme, o deus Brânquia não fala, apenas age. No livro, há trechos que traduzem os pensamentos e sentimentos dele. Não preciso dizer que o livro sempre é mais detalhista. Outro ponto importante é que a empatia que o filme buscou mostrar fica muito mais clara no livro. São 348 páginas com texto dividido em quatro partes.

Sugestão

Já tem algum tempo que quero trazer essa sugestão: “Modernidade Líquida”, de Zygmunt Bauman. Li esse ainda durante a graduação. É (acredito) a mais importante obra do autor. Neste livro, Bauman fala sobre a sociedade que vivemos atualmente, em que as instituições, ideias e relações interpessoais se transformam rapidamente. Tudo é temporário. Além disso, ainda, faz uma crítica para as transformações sociais e econômicas trazidas pelo capitalismo globalizado.

Próxima leitura

Já fui várias vezes nas livrarias da cidade em busca de livros que estão na minha lista. Sempre ouço: “não temos esse” – para quase todos que procuro. Mas no sábado passado fui a Ijuí, no mercado encontrei uma prateleira de livros, comecei a olhar e achei (acredito que) o mais lindo de todos que tenho: “O Hobbit”, de JRR Tolkien.
Em 2020 me propus a ler mais fantasia, então, este será o primeiro livro do ano com esta temática.

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