Carnaval

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A festa mais popular do Brasil já acabou. Não. pera. Ainda não. Nesse fim de semana, Uruguaiana realiza o maior Carnaval fora de época do país. Na semana que vem é a vez de Cruz Alta, depois Santo Ângelo. Então, pra seguir neste clima, vamos de leitura de Carnaval.

O primeiro é esta lindeza de edição da Tag: O Sonho dos Heróis, de Adolfo Bioy Casares. Neste livro, o protagonista Emilio Gauna -a despeito de todos os sinais com que a vida lhe acena para que não persiga seu destino- passa três anos tentando descobrir o que lhe ocorreu numa terceira noite de Carnaval de 1927, de Buenos Aires, após uma bebedeira que o deixa desmemoriado. Gosto muito deste porque desfaz aquela ideia de que no Carnaval a gente de mascara ou finge ser o que não é (quando se fantasia), no entanto, acabamos por descobrir quem somos de verdade.

O segundo é o amado Jorge, O país do Carnaval, de Jorge Amado. Paulo Rigger, o personagem central do livro, ao regressar ao Brasil, se sente um estranho no ninho; e curiosamente ele chega ao Brasil no dia do Carnaval. Desembarca com Julie, sua amante francesa, com quem mantinha um tórrido romance em que o sexo prevalecia e falava mais alto.

 

 

Sugestão

A sugestão da semana não tem a ver com o Carnaval. A ideia desta é proporcionar uma reflexão: o que classifica alguém como herói ou vilão? No livro “Vilão”, de V.E. Schwab acompanhamos a história de Victor e Eli, jovens brilhantes que se conheceram na universidade e juntos descobriram que, sob determinadas condições, as pessoas eram capazes de desenvolver habilidades extraordinárias. Tal descoberta é um divisor de águas na vida e na amizade deles.

Logo no início do livro, descobrimos que Victor acabou de fugir da prisão (onde ficou por 10 anos) e que ele e Eli são inimigos. Para montar esse quebra-cabeça e descobrir o que aconteceu, a obra vai e volta no tempo, mostrando o presente e quando os personagens se conheceram, dez anos antes.

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