Ficção científica (final)

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Os textos deste mês não resumem todos os subgêneros de Ficção Científica. Tem muito mais. O que trouxe aqui foram alguns principais (que vale a pena investir algumas horas do dia na leitura). Neste sábado (30) trago mais dois. Afrofuturismo e Hard Sci-Fi.

Este segundo é o gênero mais característico. Enfatiza o detalhe e a precisão científica nas obras. Ou seja, é quando uma tal tecnologia (ou evento) seria possível, aí o livro (objeto desta coluna) descreve de forma realista essa realidade – claro que expandindo os efeitos disso. Um exemplo disso é Jurassic Park (quem já não assistiu esses filmes?!). Mas claro, como a ciência sempre avança, obras escritas no início do século 20 tem situações que hoje podem parecer erradas (o que também pode acontecer em livros escritos no início dos anos 2000).

Afrofuturismo surgiu lá pelos anos 60, mas foi só nos anos 90 que ganhou mais espaço. Na literatura, bom, você sabia desse gênero? Se não, não julgo, porque conheci ele no ano passado. Este subgênero mistura Ficção Científica (ou Fantasia) com elementos da cultura africana. A Wakanda de Pantera Negra é um exemplo bem didático disso – uma sociedade tecnológica em meio a África. Mas o Afrofuturismo não está só nos livros, ‘tá’ música, as artes plásticas e na moda.

Na literatura tem um exemplo é a escritora Octavia E. Butler, com Despertar
Recém adquiri o livro (ainda não li), então o que tenho é a sinopse, que já vale para suscitar interesse: Há vida inteligente lá fora e é ela que salva a humanidade de si mesma. Quando Lilith Iyapo desperta após 250 anos de animação suspensa, descobre que o planeta Terra e os seres humanos sobreviventes de uma guerra catastrófica estão sob a guarda dos Oankali, uma espécie alienígena com habilidades e tecnologias tão impressionantes quanto sua aparência é repulsiva. Lilith foi escolhida para despertar e preparar outros seres humanos para finalmente retornarem ao planeta natal. A Terra está novamente habitável há pouco, porém em condições bem diferentes do que conheciam.

Sugestão

Hoje, além dos livros, vou um podcast. O episódio #227 do Mamilos, com tema Afrofuturismo, que faz uma reflexão de como a produção literária (cinematográfica e musical) que mostra um mundo só com pessoas brancas (situação que pode ser observada tranquilamente, vê um filme aleatório aí e conta quantas pessoas brancas estão em cena e quantas negras estão).

Segue um trecho da descrição: “Afrofuturismo é uma forma de imaginar um futuro onde negros sobreviveram à violência policial, à falta de oportunidades de estudos, aos salários menores e ao racismo institucional como um todo. É um futuro em que negros existem, mas não como escravos ou ainda na luta pela sobrevivência, mas como criadores de sociedades marcadas pelo alto desenvolvimento tecnológico e pela cultura e estética africana.”

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