Primeira meta de 2020

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Como já contei em outros textos, Agatha Christie me trouxe de volta a leitura, então, nada mais justo que começar 2020 com um livro dela. O desta semana (que pensei que terminaria bem rapidinho, mas não, percebi que leio mais devagar que imaginava), é “A terceira moça”, romance policial clássico – como disse uma amiga certa vez: “leu um, leu todos” (em contraponto a minha crítica à Julia Quinn)-. De certa forma o enredo é sempre o mesmo: um crime, um mistério, pessoa suspeita (que no fim não é culpada) e a investigação (ou de Hercule Poirot ou Miss Marple). Mas, na verdade, são livros extremamente fáceis de ler. São envolventes. Seguem um fluxo dinâmico.

Bom, esse livro comprei no Sebo, aqui em Santo Ângelo (na rua Conde de Porto Alegre, no Centro Norte). Comecei a ler no domingo e conclui na quinta. “A terceira moça” foi escrito em 1966 e faz uma referência bem interessante sobre como as jovens inglesas viviam na época: saíam de casa para morar na cidade mas, para não ter de arcar com as despesas de um apartamento, dividiam com outras moças. Geralmente tinha uma que alugava o local, chamava uma amiga e essas colocavam anúncio em jornal, em busca de uma terceira moça. Situação não muito diferente do que acontece hoje, quando um jovem tem de sair de casa para estudar em outra cidade. Foi o meu caso. Em Ijuí, durante a graduação, fui terceira moça.

Sobre o enredo, olha, esse ‘tá’ de parabéns. Até as últimas páginas não se sabe nem o que Hercule Poirot está investigando. Tudo começa quando essa terceira moça procura Poirot dizendo acreditar ter cometido um crime, mas que não tinha certeza. Porém, quando encontra ele, desiste de contar e vai embora. Antes, no entanto, diz que ele é muito velho (o que deixa ele todo magoado). Na verdade achei bem-feito, porque antes de ouvir isso ele julga a moça (“Essas moças! Nem ao menos tentam melhorar um pouco! Bem pintada, bem-vestida, o cabelo penteado por um profissional competente…ela ainda passaria. Mas assim!”, em outras palavras, ela não era bonita o suficiente para estar em perigo). Enfim, a terceira moça (Norma) vai embora e deixa Poirot curioso. Ele começa a investigar e vai se embrenhando na vida da família e dos amigos. Parece ser uma investigação que leva a nada, mas não.

Leiam Agatha Christie!

Sugestão

Seguindo a linha mistério e trama surpreendente (nossa, surpreendente mesmo), minha sugestão é “A mulher na janela”, de A.J. Finn. O livro conta a história de Anna, que mora sozinha e não consegue sair de casa (em razão de um trauma que sofreu no passado). Separada do marido e da filha (spoiler, é nessa relação que a trama te deixa de boca aberta), ela bebe muito, vê filmes antigos e conversa com estranhos na internet. Até que um dia ela presencia um crime, visto pela janela da casa dela. Mas, como é um alcoólatra, a polícia não acredita nela…E aí tu fica te questionando: será que teve mesmo um crime? O que ela viu?..é um suspense psicológico bem engenhoso.

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