Realidades adaptadas

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Amo distopias. Não sei por que, acho que tem algo de real nelas, vai saber? Quem já leu Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley, e 1984, de George Orwell, sabe do que falo. Mas bem, o que são distopias? Em poucas palavras é uma história com uma lição.

Deixe-me explicar melhor. De modo geral, as distopias costumam fazer uma denúncia de regimes ditatoriais, tirânicos e autocráticos (como acontece em 1984). Porém, vão além, estas obras são janelas escancaradas para as consequências de qualquer tentativa de moldar e dar direção a algo tão plural quanto à civilização.

Essa pandemia que nós vivemos, por exemplo, há livros, séries e filmes que já tiveram essa abordagem. Parece que foi premonição – o que, de certa forma, pode ser que sim, mas esse é o papel criativo dos escritores.

Vou dar algumas sugestões (diferentes das minhas obras favoritas) para que você conheça mais sobre este gênero:

A Ilha, Aldous Huxley
Autor volta a falar de uma sociedade idealizada, como fizera em Admirável mundo novo, mas agora sob uma óptica mais benevolente. Em vez de situar seus personagens em um futuro sombrio, dominado pelo consumo e por sofisticados mecanismos de controle social, o autor elegeu uma fictícia ilha como palco de uma civilização que persegue serenamente a felicidade. Lá a utopia da existência plena é possível, e esse é o grande tema da discussão proposta, aqui, por Huxley.

Senhor das Moscas, William Golding
Durante a Segunda Guerra Mundial, um avião cai numa ilha deserta, e seus únicos sobreviventes são um grupo de meninos em idade escolar. Eles descobrem os encantos desse refúgio tropical e, liderados por Ralph, procuram se organizar enquanto esperam um possível resgate. Mas aos poucos — e por seus próprios desígnios — esses garotos aparentemente inocentes transformam a ilha numa visceral disputa pelo poder, e sua selvageria rasga a fina superfície da civilidade, que mantinham como uma lembrança remota da vida em sociedade. O livro retrata de maneira inigualável as áreas de sombra e escuridão da essência do ser humano.

A Máquina do Tempo, H.G. Wells
Este é considerado o primeiro romance que aborda viagens no tempo através de uma máquina criada unicamente com este propósito. Na obra de Wells, um homem desenvolveu uma máquina capaz de viajar para o futuro, chegando até o inimaginável ano de 802.601. Nesta época, o “Viajante do Tempo” se depara com civilizações remanescentes dos seres humanos, e que vivem uma realidade nenhum pouco otimista.

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