Zafón e a literatura espanhola

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Marina (1999), As Luzes de Setembro (1995), O Príncipe da Névoa (1993), A Sombra do Vento (2001), O Jogo do Anjo (2008), O Prisioneiro do Céu (2011) e O Labirinto dos Espíritos (2016) – da série Cemitério dos livros esquecidos- e O Palácio da Meia Noite (1994). Estes títulos são de Carlos Ruiz Zafón – escritor espanhol que morreu em junho, aos 55 anos, de câncer. Foi nas obras dele que descobri, não um gênero, mas uma cidade-personagem: Barcelona.

Os quatro primeiros da lista de cima, li, os quatro últimos ainda não (mas pela minhas médias, este foi um dos autores que mais li). Marina foi o primeiro título. Lembro de ter emprestado ele da minha supervisora de estágio (ainda na época da universidade). Logo depois me arrisquei em A Sombra do Vento – parti de um livro pequeno para um que tem o triplo de páginas-. Esta foi a obra de maior sucesso do autor.

Tempos depois foi a vez de Luzes de Setembro (para se ter uma ideia, foi um dos poucos livros que me deu medo). O Príncipe da Névoa foi o último, li ainda no fim do ano passado.

Ao longo das leituras se percebe o crescimento da escrita de Zafón – porque os da década de 90 são direcionados ao público infanto-juvenil, os dos anos 2000, para jovens adultos . As obras dele envolvem histórias de suspense e mistério.

Se você ainda não teve sequer uma experiência com um título desses, dê uma chance.

Marina
Neste livro, Zafón constrói um suspense envolvente em que Barcelona é a cidade-personagem, por onde o estudante de internato Óscar Drai, de 15 anos, passa todo o seu tempo livre, andando pelas ruas e se encantando com a arquitetura de seus casarões. É um desses antigos casarões aparentemente abandonados que chama a atenção de Óscar, que logo se aventura a entrar na casa. Lá dentro, o jovem se encanta com o som de uma belíssima voz e por um relógio de bolso quebrado e muito antigo. Mas ele se assusta com uma inesperada presença na sala de estar e foge, assustado, levando o relógio.

A Sombra do Vento
Barcelona, 1945. Daniel Sempere acorda na noite de seu aniversário de onze anos e percebe que já não se lembra do rosto da falecida mãe. Para consolá-lo, o pai leva o menino pela primeira vez ao Cemitério dos Livros Esquecidos. É lá que Daniel descobre A sombra do vento, romance escrito por Julián Carax, que logo se torna seu autor favorito, sua obsessão. No entanto, quando começa a buscar outras obras do escritor, Daniel descobre que alguém anda destruindo sistematicamente todos os exemplares de todos os livros que Carax já publicou, e que o que tem nas mãos pode muito bem ser o último volume sobrevivente. Junto com seu amigo Fermín, Daniel percorre a cidade, adentrando as ruelas e os segredos mais obscuros de Barcelona.

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