“Anti”, apostas, patriotas e riso

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“Anti”
Quanto ao antipetismo e ao antitucanismo (presentes nesse período de eleições em que todos atiram para todos os lados sem saber ao certo o alvo que desejam acertar), bem como suas variações (estampadas no anticomunismo e no anticapitalismo, por exemplo – bordões gritados a plenos pulmões por correligionários de X, Y e Z, se é que me entendem), só tenho a dizer algo que já falo há tempos – e que inclusive tracei em alguma coluna passada aqui no Jornal das Missões: bom mesmo é anticoncepcional (porque de resto, somente besteiras).

Apostas
Daí você é obrigado a ouvir:
– De quê adianta você votar na fulana? Ela não vai ganhar!
Dai-me paciência. Mas uma bazuca também vale.
Será que o pessoal acha que as eleições funcionam como uma aposta, na qual você apenas deve botar fé naquele competidor que com certeza vai vencer o certame, tipo cavalo de cancha reta?
Parece que a profusão de informações que nos persegue em toda parte não necessariamente criou pessoas conscientes, mas possibilitou o surgimento de uma geração na qual a confusão, ao melhor estilo Sessão da Tarde, é a bola e a vez do pensamento.
Ou seria “despensamento”, já que o legal é ver fuleragens ad infinitum no WhatsApp?

Patriotas
Nesse ano, o 7 de setembro caiu em um domingo.
Consequentemente, ao que percebi, poucas foram as vozes que se lembraram da ocasião.
Os patriotas da Copa do Mundo, aliás, simplesmente sumiram.
Será que se esqueceram da data, visto que feriado em fim de semana pouca ou nenhuma diferença faz na vida dos nossos trabalhadores e estudantes?
Mas a pergunta que fica é: no 20 de setembro acontecerá o mesmo?
Cada vez mais tenho o vislumbre de que nossos rompantes de nacionalismo e bairrismo não passam de equívocos colossais – e desculpas para enchermos as guampas de cerveja e churrasco.

Riso
Bom humor é aquilo que você adquire quando percebe que nada faz sentido e que a única arma para combater esse vazio é o riso.
Problema é que tem gente que esquece que riso demais é sinônimo de desespero – e pensa que em vez de humano, é hiena.
Meio termo, meu povo, meio termo: a flecha não pode apontar nem muito para o alto nem muito para baixo, como diria Camus – e alegria demais é como o Zorra Total: ninguém suporta.