Chatos, idiotas, peemepetistas e “La Maison Dieu”

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Chatos
Tudo se torna instrumental.
Se caminha, é para emagrecer.
Se come verduras e legumes, é para acalmar o estômago.
Se lê um romance, é para apurar a linguagem.
Se assiste a um filme, é para se inteirar das novidades do cinema.
Se estuda, é para passar em algum concurso.
Coisa chata. Gente chata.
Por que as pessoas não fazem isso ou aquilo simplesmente pelo prazer de fazer?

Idiotas
O maior problema dos idiotas não é necessariamente a sua existência ou a sua procriação.
É, por outro lado, o fato de crescerem e emitirem opiniões sobre tudo e mais um pouco, achando, lá no fundo do peito, que estão certos.
Às vezes, porém, tenho a impressão de que na peneira da vida apenas os idiotas se salvam.
Por isso falo deles e até discuto com eles, sendo tão idiota quanto, convenhamos – vez que o resultado de um jogo de xadrez com um pombo, como fala aquela alegoria sobre a qual já comentei há algumas semanas, é um tabuleiro completa e totalmente emporcalhado.

Peemepetistas
Caramba.
Acabei de ler um texto no qual um sujeito dizia que o PT criou a luta de classes no Brasil.
Antes, segundo o autor do artigo, certamente tudo corria às mil maravilhas cá na terra de Macunaíma.
A sequência das palavras do camarada, obviamente, fala em “regime bolivariano” e “ditadura comunista”.
Só um apontamento: se o PT é de esquerda, eu sou o Ursinho Pimpão – e quem ainda acredita que PT e PMDB não têm verves políticas fisiologistas idênticas, com pequenas diferenças de estandarte, não sabe do que está falando.
A conclusão é que tem muita pessoinha que foi pro colégio só pra comer a merenda ou falar de RBD kazamiga.

“La Maison Dieu”
É interessante acompanhar a atuação que a Polícia Federal e o Poder Judiciário têm realizado pelo País.
Mas uma questão me surge: “quis custodiet ipsos custodes?” – isto é: “quem vigia os vigilantes?”.
Creio na legitimidade das ações que têm sido divulgadas pela imprensa nas últimas semanas, mas, como canta Renato Russo em “La Maison Dieu”, “estejamos alertas / porque o terror continua / só mudou de cheiro / e de uniforme”.