Simancol, cruzada, relinchos, orelhudos e Pattinson

0
110

Simancol

Falar que “direitos humanos são para humanos direitos” é o mesmo que dizer que apenas os destros podem manipular uma caneta e escrever – sendo que os canhotos, esses facínoras, deveriam ser relegados à Sibéria.
Antes de sair propalando bobagens, referindo que “tudo está errado”, que “bandido bom é bandido morto”, que “o Estado só protege ‘vagabundos’”, convém uma pitada de estudo, um respingo de pensamento e uma dose cavalar de simancol.

Cruzada

Não dá pra entender essa gente que abomina a violência mas pretende combater a violência com mais violência – e ainda diz que espera “tempos de paz”.
Da mesma forma, não dá pra entender esse povo que se mostra indignado com as bolas fora da democracia e pede um retorno ao autoritarismo para que as coisas “entrem nos eixos”.
São discursos que tendem à paranoia: creem em uma espécie de “cruzada”, de “missão divina” em prol da “pátria” e da “nação”, geralmente aliada aos “valores” da “família” e da “propriedade”.
Estou delirando ou a massa que adota essa farda apenas cresce mundo afora?
Chega a dar medo do futuro.

Relinchos

Se “a voz do povo é a voz de Deus”, desconfio que existem divindades que se comunicam por meio de relinchos.

Orelhudos

Existem mais chances de ocorrer um apocalipse zumbi do que o Brasil se tornar um país “comunista” – seja lá o que isso signifique para quem usa esse termo hoje em dia, já que, pelo que vejo, os neurônios da rapaziada estão cada vez mais pulando do penhasco e cometendo um feliz e orelhudo suicídio.

Pattinson

Já me disseram que sou a cara do Robert Pattinson – o Edward Cullen da saga (sic) “Crepúsculo”.
Também já me falaram que sou parecido com o John Deacon – baixista e compositor do Queen.
Esses dias, uma pessoa referiu que tenho traços do Edward Snowden – o camarada do Wikileaks.
O que eu penso disso tudo?
Que esse povo anda tomando água com LSD no café da manhã.