Reforma política ou reforma ética?

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Tenho acompanhado atentamente o debate em curso no país a respeito da realização de um plebiscito sobre a reforma política. Não há dúvida que o nosso sistema eleitoral precisa e deve ser aperfeiçoado. Alterações na forma de financiamento das campanhas políticas e no sistema de escolha dos nossos representantes podem, sim, provocar mudanças positivas, mas não atacarão o problema fundamental, que tem sido a causa dos protestos que se alastram pelo país afora. O que, de fato, tem causado a indignação das pessoas, além da ineficiência da administração pública, tem sido, principalmente, a conduta nem um pouco ética de muitos agentes políticos. Práticas condenáveis de desvios de recursos públicos, promessas não cumpridas e o mau uso do dinheiro do contribuinte estão entre as principais reclamações da sociedade, cuja paciência parece ter chegado no seu limite. Nenhum sistema eleitoral será capaz de corrigir esses desvios de conduta. Portanto, a voz das ruas quer, na verdade, uma reforma ética na política. 

A importância da participação da sociedade na política

Depois de três semanas de mobilizações e protestos pelo país afora, os resultados já são concretos. A PEC 37, que tirava poderes do Ministério Público para investigar atos de corrupção, foi derrubada, e o projeto da “cura gay” arquivado. A Câmara dos Deputados aprovou projeto que passou a classificar a corrupção como crime hediondo. Vários prefeitos de diversas cidades do país já anunciaram a redução do preço das passagens de ônibus e até um plebiscito foi proposto para ouvir a população sobre a reforma política. Tudo isso em poucos dias. Numa democracia, a pressão popular funciona. Nenhum governo, nenhum agente político, que é eleito pelo povo, vai cometer o desatino de ignorar a voz das ruas. Está claro, portanto, que é preciso mais participação da sociedade na discussão dos temas relevantes para o desenvolvimento do país.

Projetos na área da Habitação

Acompanhei notícias veiculadas na semana passada sobre o andamento de dois projetos habitacionais iniciados no ano passado, e que estariam correndo riscos de não se concretizarem. Para que isso não ocorra, além de vontade política, é claro, é fundamental uma forte articulação e parceria entre o poder público municipal, a Caixa Federal e as empresas selecionadas para a execução das obras. A administração municipal anterior deixou encaminhado vários projetos na área da habitação em condições de serem concluídos a partir desse ano. A seguir, segue a relação deles, publicados na revista de prestação de contas da gestão 2005-2012:

 

 

Itaqui

Semana passada tive a oportunidade de me reunir com integrantes da administração municipal de Itaqui, comandada pelo prefeito Gil Marques Filho. Na ocasião, falei sobre vários projetos que realizamos em Santo Ângelo durante o nosso governo.