10 autores seminais da literatura ritteriana

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Tempos atrás, quando ainda estava nos Estados Unidos, fui convidado pela Revista Bula, do grupo Record, a escrever uma lista dos 10 autores seminais da literatura norte-americana. Topei o desafio e listei, justificando cada escolha, os 10 escritores que eu considerei, por uma série de fatores, os mais importantes da literatura dos Estados Unidos. No entanto, isso não queria dizer que esses eram os meus 10 preferidos, mas, sim, que eram os 10 que eu julgava que tinham maior representatividade no cenário literário.

Agora, sem o mesmo compromisso em “ser justo”, me dou o direito de listar os meus 10 autores preferidos, entre os diversos que já li nesses quase 33 anos de vida. Se você está procurando bons autores para ler, e está sem nenhuma ideia de por onde começar, talvez isso possa ser útil. Porém, mesmo sendo uma lista pessoal, tive meus momentos de dificuldades e incertezas para formulá-la, pois ficaram de fora nomes que adoro, como Gabriel García Márquez, Machado de Assis, Joseph Mitchell, Ernest Hemingway, Truman Capote e vários outros clássicos.

Não vou falar sobre esses dez nessa coluna. Vou, a partir da próxima semana, escrever sobre cada um deles, durante dez semanas consecutivas. Nesse momento, quero apenas apresentar a lista, com uma breve justificativa para a escolha de cada um.

O primeiro é o meu objeto de tese de doutorado que me levou até a New York University: Hunter S. Thompson. Depois dele, vem o cara que me deixou ocupado por quase 10 anos – tempo que levei entre o início da graduação e o término do mestrado, pois minha monografia e dissertação foram sobre ele: Erico Verissimo. Em seguida, um cara com cujos livros, todos, eu me identifico: Jack London. E quem me conhece sabe que Charles Bukowski não poderia ficar de fora, pois foi ele talvez o principal responsável por despertar em mim a paixão pela literatura pelo simples fato de mostrar, em seus livros, que é possível escrever sobre tudo: inclusive sobre o que choca e revolta as pessoas. O quinto da lista eu tive o prazer de conhecer pessoalmente em Nova York: Gay Talese – para mim, o melhor autor do New Journalism americano. O sexto também tem a ver diretamente com a minha tese de doutorado: o filósofo francês Michel Foucault. Depois dele, o autor do melhor livro que já li: Miguel de Cervantes, que escreveu nada mais, nada menos do que Dom Quixote – o livro mais perfeito da literatura universal. Em oitavo, outro clássico (e é clássico porque é muito bom): Sheakespeare. Em nono e décimo, dois desperucados que viram a cabeça de qualquer um para o alto com os seus textos maluco-inspiradores: o cubano Pedro Juan Gutiérrez e o beat Jack Kerouac.

Outros, e mais outros, e mais outros, como John Fante, Tom Wolfe, Jorge Amado, Nabokov e muitíssimos outros, poderiam estar nessa lista. Mas, como aceitei o determinismo do número redondo, essa é a lista dos 10 mais, que começa a partir da próxima semana.