Dançando na chuva

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Minhas duas últimas idas a estádios de futebol foram marcadas pelo banho de chuva. Primeiro, na vitória do Grêmio contra o Pelotas na Boca do Lobo. E nessa semana, fui até o Bento Freitas para assistir ao Xavante jogar contra o Atlético-PR pela Copa do Brasil. Nos dois casos, as equipes donas da casa perderam, mas nada que impedisse a dança na chuva dos torcedores. Na quarta-feira, o Brasil, que ganhou da SER na semana anterior, jogou de igual para igual contra o Atlético-PR. Considerando que o time paranaense joga a Série A do Brasileirão, o Xavante fez uma boa partida, e isso de certa forma justifica a derrota da Ser no Bento Freitas.

O Brasil de Pelotas é um fenômeno, pois por pior que venha a ser o time, a torcida lota o estádio e dá espetáculo, independente de ser Copa do Brasil ou Segundona Gaúcha (e a FGF que vá pro inferno com essa lorota de Série A-2). No segundo tempo do jogo contra o Furacão, mesmo com o 1 a 0 contra no placar e com a forte chuva que transformou o estádio em uma lagoa, o torcedor não parou de cantar um minuto. A sensação que se tem aqui em Pelotas é que o Brasil ainda é um time de Série A de Campeonato Brasileiro, tamanho o fanatismo de seus torcedores, que estão pouco se lixando para Grêmio e Inter. E o mais curioso é que eles encaram um jogo contra a SER Santo Ângelo com a mesma importância dada ao confronto contra o Atlético-PR.

Por isso, considero o caso do Brasil de Pelotas um exemplo a ser seguido por todos os times do interior. Já disse aqui, e pude comprovar isso pessoalmente, que se Grêmio ou Inter jogam na Boca do Lobo ou no Bento Freitas, os torcedores da dupla da capital ocupam apenas 15% do espaço. E o apoio do torcedor se reflete de várias formas nos cofres do clube: na venda de ingressos, na venda de produtos, nas campanhas de sócio, etc. Como tem uma grande torcida, o Xavante sempre tem dinheiro para ter as suas estrelas, como Fabiano Eler no ano passado e Brasão nesse ano, além de outros. Por isso o torcedor santo-angelense tem que enfiar na cabeça que só voltará a ter um time na Série A do Gauchão se abraçar a causa, quantitativamente (enchendo a Zona Sul, comprando ingresso, associando-se) e qualitativamente (fazendo da Zona Sul um caldeirão). Caso contrário, será muito difícil, pois a concorrência é grande. O mesmo vale para a Asaf, no futsal – só vai se classificar se a torcida fizer a diferença em casa.

GRÊMIO – Apesar da dança na chuva ter seu lado de diversão, espero que na próxima quarta, quando irei até a Arena assistir a Grêmio e Fluminense, o clima esteja mais estável. Assim como espero que o time de Luxemburgo se acerte de uma vez e pare de me dar desgosto.

INTER – Nesse ano, até aqui, os colorados só podem dizer uma coisa: “aqui na beira do Guaíba está tudo bem, obrigado”.

Bom final de semana a todos.