Duas semanas em New York City

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Nem parece, mas estou completando duas semanas em New York City. E, aos poucos, vou substituindo o imaginário construído durante anos pelo real. E, nesse caso, acreditem, o real consegue ser ainda mais sensacional que o imaginário. Vou repetir aqui o que me falaram antes, mas que só agora compreendo: se você acha que Nova York é bom, multiplique isso por dez, e você terá o real.

Em duas semanas, já não me perco tão facilmente nas ruas. Já sei a ordem de localização das principais avenidas, e o resto não tem erro, as ruas são todas numeradas. Nessas duas semanas já visitei muitos lugares turísticos, mas também outros, nem tanto. Cito aqui três realizações pessoais. Primeiro, quando fiz o trajeto dos três prédios em que o Hunter Thompson viveu no centro de Manhattan (tem outros três, mais afastados, que vou em outra oportunidade). Segundo, quando fui no Tom’s Restaurant, o restaurante onde o pessoal da série Seinfield se encontrava (e eu assisti muito Seinfield treinando o inglês pra vir pra cá, e acabei virando super fã da série, e, em especial, do Kramer). E, terceiro, a minha ida ao Hard Rock Café. O lugar é muito f…. fantástico! Além de ser muito bonito por dentro, ainda tem instrumentos, roupas e cartas dos maiores monstros da música mundial, como The Beatles, Rolling Stones, Nirvana, Kiss, Madona, Frank Sinatra, Eric Clapton, e tudo o mais que você imaginar de artistas famosos no cenário musical.

Esses três lugares não estão na maioria dos grandes manuais de turismo de Nova York, mas, pelo menos o Hard Rock Café, eu indico a você.

Mas, além dos lugares visitados (e ainda há uma porrada de lugares a ir), também estou mergulhando um pouco mais fundo nisso que chamam de “cultura americana” e que se alastrou há anos pelo resto do mundo (especialmente o Brasil). Poderia fazer uma lista de elementos bons e ruins e dividi-los nos que estão impregnados também na cultura brasileira, mas há também os que são difíceis de entender para quem não está aqui. E um dos principais é a questão racial e das etnias. Acho que em nenhum lugar do mundo a questão racial é tão forte quanto aqui – pois existe o racismo de brancos contra negros, mas também se tem um racismo forte de negros contra brancos. Ou seja, em pleno 2013, eu ouvi, por exemplo, brancos reclamando dos barulhos que os negros fazem nos metrôs e vi uma mulher negra não deixar uma francesa se sentar ao seu lado, também no metrô (estou dizendo o que vi e ouvi, e acho que os dois casos são igualmente absurdos, pois sou contra qualquer tipo de racismo ou de discriminação). Bom, eu já tinha lido sobre isso a respeito, mas não imaginava que isso fosse tão perceptível, nas ruas.

Enfim, meu espaço está acabando, e terei ainda muito o que aprender, a ver, a ouvir e a viver nesse um ano que está para vir, e espero poder partilhar essa minha breve vivência com vocês, aí da minha cidade natal. Uma boa semana a todos.
Hasta!