Feliz ano velho

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Feliz ano velho é o título de um livro do Marcelo Rubens Paiva, muito bom por sinal. É um dos tantos que está para vender na Feira do Livro de Porto Alegre e de Pelotas. Como trabalho em Pelotas e estudo em Porto Alegre, tenho ficado part-time em cada cidade e pude visitar as duas feiras. O livro é muito bom, por sinal. Recomendo a todos. Mas isso não vem ao caso. Ou talvez venha, afinal, o que vem ao caso quando o ano futebolístico está encerrado?

Em dezembro vou ter uma mini-folga em que poderei ficar em Santo Ângelo por uns dez dias, pois em função das greves nas universidades federais durante o ano vamos ter que passar janeiro e fevereiro dando aulas no nosso agradável calor sulino. Tenho aulas para preparar, uma tese de doutorado a escrever, leituras, orientações (para dar e receber), família para cuidar (minha filha completou dois anos nessa semana, com muita saúde e inteligência) e tenho poucos meses para aprimorar meu inglês, ou seja, ainda bem que o ano futebolístico praticamente acabou em 2012, pois se o campeonato brasileiro estivesse super movimentado, com acirradas disputas por título, vaga na Libertadores e briga contra o rebaixamento, eu teria que arranjar mais um tempo (onde simplesmente não existe tempo vago) para acompanhar mais de perto isso tudo, que dessa vez ficou só na vontade.

Talvez, ainda tenhamos o Grêmio na final da Sul-Americana. É uma possibilidade, mas não estou muito crente nisso. Não pela força dos adversários, mas sim, pelo futebol que o time de Luxemburgo vem jogando. Era para ter perdido para a Ponte Preta. Seria o resultado mais justo. E jogos que, em termos de obrigação, o Grêmio deveria ter vencido e só empatou, na verdade poderiam ter sido derrotas, pelo que o time jogou. Contra o Santos, 1 a 1 em casa, com um jogador a mais (e o cara expulso era nada mais nada a menos que o Neymar) e levou uma bola na trave aos 45 da etapa final. Contra o Botafogo, tudo bem, levou um gol no final, mas não fez por merecer uma vitória. Contra o Coritiba, a mediocridade imperou. O que esperar lá na Colômbia? Como perder meu tempo com um time desses, que não sabe sair da marcação adversária, não sabe criar nada, e tem nas laterais Ânderson Pico e Pará? O Grêmio tem sido dominado pelas outras equipes e controlado facilmente, muitas delas fraquíssimas, e tem empatado e vencido por pura sorte. Aliás, acho que só a sorte pode dar o título da Sul-Americana ao Grêmio.

Torço para que esse ano velho termine feliz, com o título da Sul-Americana e o vice brasileiro. Torço, mas não creio. Sou emotivo o suficiente para sonhar, mas ao mesmo tempo tenho a racionalidade que me permite analisar a ruindade do meu time.

Um bom final de semana a todos. E parabéns para a Asaf, pelo título. Para os jogadores, comissão técnica e diretoria 2012 já é um Feliz Ano Velho. E que venha a Série Ouro e 2013!