Rota thompsiana

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Nesta semana completei cinco meses de Nova York. Aliás, são cinco meses sem praticamente sair daqui: só deixei a cidade para visitar a Filadélfia, para ir ao jogo dos Giants no Metlife Stadium e para ir ao Jersey Garden, ambos em New Jersey. Ou seja, com cinco meses socado nessa ilha chamada Manhattan deu para pegar bastante do ritmo da vida dos new yorkers. Porém, não vim aqui para ficar apenas em Nova York, então, estou começando a planejar a minha rota thompsiana, que será fundamental para a minha tese de doutorado sobre o Gonzo Jornalism.

Antes de me cair de cabeça nos States, vou com a família para Miami. Ou seja, vamos fugir do frio para um calorzinho na praia. Depois disso, pretendo conhecer as vizinhas Boston e Washington. No final de março, pretendo fazer a seguinte rota: Pittsburg-Detroit-Chicago-Louisville. Explico essa rota no próximo tópico. Louisville, como possivelmente já comentei aqui, é a cidade natal de Hunter Thompson e onde ele viveu até o ingresso na vida adulta e no jornalismo. E, a cada ano, ocorre um evento na cidade, chamado Gonzofest. É uma semana com atrações musicais e literárias em homenagem a Thompson. Conheci o Ron Whitehead, escritor e compositor amigo de Thompson e que organiza o evento, e que já me deu várias dicas de livros, referências, pessoas para entrevistar, etc. Ele confirmou a presença da viúva de Hunter, Anita Thompson, dentre outras atrações. Ou seja, para a minha pesquisa a presença nesse evento é obrigatória.

Depois, tenho que ir para Aspen, no Colorado. É uma cidade paradisíaca cercada por montanhas. Pesquisando fotos da cidade no Google, entendi um pouco porque Hunter Thompson escolheu essa cidade para se candidatar a xerife e para viver os seus últimos dias antes de cometer o suicídio em 2005. Aliás, é lá que vivem a viúva e o filho do primeiro casamento do escritor. E é lá que fica Owl Farm, a fazenda onde ele se suicidou e onde ele foi cremado e tem o monumento do Gonzo.

A princípio, se tudo der certo, vou de Aspen para Denver, capital do Colorado, e de lá para Las Vegas, pelo simples motivo de que não tem transporte público de Aspen para Vegas. Em Vegas, vou atrás dos rastros de Thompson, pois lá é o palco da história do seu livro mais famoso, “Medo e delírio em Las Vegas”. Por fim, atravessando os States por chão, pretendo chegar na metade de abril na California, onde Thompson e outros escritores do seu tempo fizeram história. Na costa californiana, estão na lista Los Angeles, San Diego e São Francisco. Depois, antes de retornar para Nova York, no final de maio, vou participar do encontro do Ica (um dos mais importantes eventos acadêmicos da Comunicação Social no mundo), na Universidade de Seattle.

Bom, por enquanto são só planos. Mas agora cheguei ao segundo tópico. E terei que ser breve, pois o espaço é pouco:

PREÇOS – Tenho analisado a diferença de preços entre os produtos americanos e brasileiros. Comecemos pelo transporte intermunicipal. Bom, via ônibus, eu atravessarei os Estados Unidos com passagens promocionais, que as empresas oferecem para quem compra com até um mês de antecedência, de um a dez dólares. Ou seja, assim como na Europa, você pode viajar pelo país inteiro a preço de banana. Segundo: a hospedagem. Fora de Nova York tem opções muito baratas, como hostels e albergues de 10 dólares a diária (algo impossível em Nova York). Em NYC tudo referente a hospedagem é absurdamente caro. Terceiro produtos em geral: 90% dos produtos, como roupas e eletrônicos, são menos da metade do preço do que no Brasil. O preço do PS4, por exemplo, demonstra isso: U$399 aqui e R$4 mil no Brasil. Por fim, alimentos: o único produto absurdamente caro daqui é o leite. Para comprar um galão de três litros para a Larissa, pago sete dólares… (a caixinha de 1 litro, por exemplo, é 3 dólares – em torno de 7 reais). Mas o resto é, em média, o equivalente à comida brasileira.
Teria muito mais a escrever sobre tudo isso, mas acabou o espaço. Então, boa semana!