Medidas do Governo objetivando o crescimento econômico

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 Essa semana foi de novidades no ambiente macroeconômico brasileiro. E que novidades! Como venho salientando aqui nesse espaço e que escrevo com prazer, o Brasil tem um futuro brilhante. Estamos condenados a crescer! Esse é o momento de plantar e regar o capital, visando uma independência financeira futura.

Como fatos elucidativos ocorridos nessa semana, tivemos a reunião do Comitê de Política Monetária, o COPOM, que é quem define a trajetória da nossa política monetária, assim como o andamento da taxa Selic, que é a taxa que influencia o percentual de juros cobrados/remunerados, de você leitor, através do crédito pessoal (por favor, se possível, nunca recorra a estes empréstimos, pois as taxas são altíssimas), crédito bancário, rendimentos na renda fixa. A reunião ocorre a cada 45 dias, em dois dias, terças e quartas-feiras, quando é divulgada a nova taxa de juros. E, como previsto pelo mercado o COPOM decidiu reduzir as taxas de juros em 0,5%, ficando em 11% ao ano. Isso significa capital mais barato para as empresas, taxas de juros mais baixas para o consumidor, tendo como objetivo o crescimento econômico brasileiro. Ressalto que a previsão para 2012 é de que tenhamos mais uma redução de 1% nas taxas de juros, diminuindo ainda mais o retorno da renda fixa e da poupança, proporcionando uma atratividade no mercado de renda variável.

Então, o leitor que é mais conservador, pode perguntar-se: “O que faço para ter uma rentabilidade maior do meu capital com investimentos seguros, com pouco risco, já que a taxa de juros que remunera a renda fixa vem caindo?” Resposta: comece a olhar para os Fundos Imobiliários. Eles possuem alta liquidez, com 40, 50 negócios ao dia, são reajustados pela inflação e permite a entrada de um fluxo mensal de capital oriundo dos alugueis dos prédios, Shopping Centers que fazem parte desses fundos. Esse fluxo hoje é na ordem de 0,7% a 0,9% ao mês. E o melhor: isentos de impostos de renda! O investimento é pequeno a partir de R$ 5.000 é possível investir nesses fundos. És um investidor conservador e quer investir em imóveis, com rentabilidade similar a uma renda fixa? Está acima a solução.

Dando prosseguimento ao assunto que elucida o título, além da redução nas taxas de juros, outra medida de destaque foi tomada na quinta-feira, a desoneração de muitos impostos e incentivos ao crédito, anunciados por Guido Mantega. As principais medidas anunciadas foram:

1) Redução do IOF: alíquota cai de 2% para 0% em investimentos em ações por parte de estrangeiros. Não preciso comentar que isso fará com que os estrangeiros retornem em peso para o mercado que tem um dos maiores potenciais do mundo, o brasileiro. E esse “retorno” dos estrangeiros é vital para o mercado acionário, devido ao peso de aproximadamente 30% que possuem;

2) IPI menor: Para a linha branca, foram anunciadas reduções de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) válidas até 31 de março de 2012. Sobre os fogões de cozinha a alíquota cai de 4% para 0%. O IPI cobrado de refrigeradores e congeladores cai de 15% para 5%; o das lavadoras de roupa sai de 20% para 10% e o dos “tanquinhos” de 10% para zero. A desoneração na linha branca vale apenas para equipamentos com o maior patamar de eficiência energética, de classe A. A renúncia fiscal para a linha branca é estimada pela Fazenda em 164 milhões de reais;

3) PIS/Cofins menor para alimentos: O governo está reduzindo de 9,25 para zero o PIS/Cofins das massas. A medida vale até 30 de junho do ano que vem e deve gerar uma renúncia fiscal de 284 milhões de reais;

4) Regulamentação do Reintegra: Por meio de decreto, o governo está regulamentando o já anunciado programa Reintegra, que prevê a devolução de impostos equivalentes a até 3 por cento das receitas de exportadores de produtos industrializados.

Como mencionado anteriormente, ao contrário do resto do mundo, o Brasil possui uma série de “armas” para lidar com a crise. O principal é que esse armamento vem sendo efetivamente sendo utilizado. Em meados de 2009, o Governo utilizou esses incentivos e a economia cresceu 8% no ano posterior. A meta do Governo é a que cresçamos 5% no ano que vem. Economia crescendo é igual a empresas crescendo e investimentos em empresas bem administradas crescendo ainda mais. É momento da semeadura para uma colheita futura. É aguardar e ver, pois não se faz um bebê em um mês engravidando nove mulheres. Há coisas que exigem tempo e investimento é uma delas!