Melhores investimentos de 2012

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 Início de 2013 é momento de revermos os melhores investimentos de 2012. O ano passado não foi nada fácil para investidores de renda fixa. Tivemos uma redução na taxa Selic, que é a taxa que balisa o retorno da renda fixa. Investidores acostumados a ganhar os mais de 40% do início dos anos 2000 ou os 12% de 2010, nessa modalidade de investimento, terão de acostumar-se com baixos retornos futuramente, inclusive com retornos reais negativos.

Em 2012 o melhor investimento foi a compra de ações, escolhidas de maneira criteriosa através do Clube de Investimentos que temos. Subimos mais de 36,83% no ano contra 7,40% do Ibovespa (índice que serve como benchmark no mercado de ações e que basicamente é a média das 67 ações mais negociadas na Bolsa de Valores). O que impressiona é que a alta do Clube vem desde 11 de maio de 2009, e ultrapassando os 194% de retorno no período.

O maior destaque, foram ações das áreas de consumo, construção civil, serviços e indústria. Empresas como Grendene, Ezetec, Helbor, Marcopolo e Valid foram algumas ações que tiveram alta de mais de 60% em 2012 e contribuíram para o alto retorno geral da carteira de nosso Clube. São empresas desconhecidas da maioria do público, exceto a Marcopolo que já é tradicional em seu setor, porém todas de grande valor. Espero que essas empresas continuem desconhecidas da grande maioria, pois o melhor investimento é aquele que poucos conhecem e o melhor período para realizar um desinvestimento quando a grande massa descobre tais ativos. Esse retorno no ano de 2012 do Clube de Investimentos, mais uma vez prova, que o investimento em ações realizado de forma criteriosa, avaliando as ações como uma parcela de um negócio produz excelentes resultados!

O segundo melhor retorno de 2012 e, seguindo tendência da alta dos anos 2010 e 2011, foi o ouro com 15,26% de retorno. Atualmente estou lendo um livro que trata dessa modalidade de investimento e aconselho a leitura, “Como investir em metais preciosos”, de Michael Maloney. Segundo o livro, há uma impressão de moeda em grande quantidade atualmente, principalmente dólares, e com isso continuará a tendência na valorização das commodities e metais, como o próprio ouro e prata. Essa valorização é justificada pelo fato de que não há lastro para o papel moeda que vem sendo impresso, lastro esse que existia até 1971, com o tratado de Brentton Woods e era realizado através do ouro. Outros fatores que contribuíram para a elevação do ouro foram os imbróglios e dúvidas que pairam sobre os governos acerca da resolução da crise financeira.

O dólar foi o terceiro melhor investimento de 2012. Justifica-se essa alta principalmente pelo controle do governo, comprando dólares no mercado e das suas sucessivas medidas, objetivando a desvalorização do real, incentivando nossas indústrias e empresas exportadoras, tornando as mercadorias que vendem mais baratas.
Já o Ibovespa foi o quarto melhor retorno em 2012. Justifica-se o retorno nominal de 7,40% em 2012, pelo peso de empresas como Petrobrás, Vale, Companhia Siderúrgica Nacional, Usiminas e as empresas do Eike Batista, na qual apelido-o de “vendedor de sonhos” ou “vendedor de PowerPoint”, cujas empresas tiveram um retorno baixo, influenciando negativamente o Ibovespa.

Investimentos em renda fixa como Certificado de Depósito Bancário (CDB), Certificado de Depósito Interbancário ou Interfinanceiro e a poupança foram os investimentos com menor retorno. Cabe salientar que o retorno real desses investimentos (descontado o IGP-M, que é um indicador de inflação) foi negativo. A tendência é de que isso continue, com os investidores aos poucos tendo ciência e consciência desses baixos retornos migrando para outras aplicações com maior potencial de retorno.