O aumento na procura por alternativas diferenciadas de investir

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Você que lê a coluna de maneira cotidiana, sabe que venho mencionando que ocorrerá uma alteração gradual na maneira das pessoas investirem. Não sei quando isso acontecerá totalmente, mas tenho a absoluta certeza que ocorrerá. E, esta mudança já começou.

Nesse mês tivemos mais uma reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) responsável pela definição da SELIC. Pois, o Copom decidiu por mais um corte na taxa básica de juros brasileira, caindo para os 8% ao ano. Junte a esses dados uma inflação de 5,5% e o investidor de renda fixa terá retornos reais de 2,5%. Segundo previsões para o final do ano, a SELIC poderá chegar a 7% ao ano de retorno, ou seja, 1,5% de retornos reais descontados a inflação. Isso é um retorno pífio!

Hoje um aplicador de poupança, pelas novas regras, irá ter rentabilidade ao mês de 0,45% !!!! Um Certificado de Depósito Bancário (CDB), dinheiro que você empresta para o banco, paga para você, livre dos impostos em torno de 0,5% a no máximo 0,56%. São retornos muito pequenos. Com o passar do tempo, ao conferir seus extratos e retornos, o investidor irá indagar seu assessor financeiro, gerente ou outro consultor financeiro particular, sobre a possibilidade de obter maior rentabilidade nesses investimentos. E tenha absoluta certeza que esses produtos existem. Se não na sua instituição, provavelmente em outra. Basta comparar, indagar, perguntar sobre outros produtos e investimentos.

Ocorrerá uma migração gradual para outras modalidades e alternativas de investimentos. Ocorrerá um aumento na sofisticação financeira do investidor, que irá reivindicar uma carteira pessoal, com atendimento personalíssimo, procurando um profissional que o atenda e entenda o momento de vida que ele se encontra, como exemplo, fase de aumentar, preservar ou conservar o capital, sendo a partir dessas informações criado um portfólio ou um conjunto de investimentos direcionados especificamente a ele e as suas necessidades, ao contrário de hoje, em que há uma massificação e generalização nos produtos de investimento e da maneira de investir na maioria das instituições.

Uma dessas pistas do que estou afirmando vêm dos fundos imobiliários. Nesses últimos dois anos que venho observando e investindo nesses fundos, estes tiveram um aumento exponencial em termos de procura, liquidez e de retorno. No mês passado, por exemplo, alguns fundos pagaram acima de 1% no mês, apenas como retorno mensal e líquido de imposto de renda. É um excelente retorno, pois dá mais de duas vezes o retorno da poupança. Isso que não contei a valorização das cotas desses fundos. E a justificativa dessa procura? O baixo retorno de investimentos tradicionais. Seguem alguns exemplos de casos do que estou afirmando:

Fundo ImobiliárioVBI Faria Lima: O produto foi criado para atender à demanda de investidores por produtos alternativos devido à queda da taxa de juros. Nos dois primeiros anos, os cotistas terão rentabilidade garantida de 9% ao ano. As cotas desse Fundo começaram a ser negociadas em torno de 15 dias atrás e já estão com rentabilidade de 8,9% no período. Cabe salientar que há um aluguel garantido mensal de 0,75%, líquidos de imposto de renda. O fundo é proprietário de metade do edifício situado na Faria Lima, endereço de escritórios comerciais mais cobiçados da cidade de São Paulo, o edifício de grandes lajes corporativas tem inquilinos como UBS, Barclays e Bicbanco.

Fundo Imobiliário BCFF: Retorno de 22% desde o início do Fundo e o pagamento atual mensal foi de 1,2% líquidos, sobre a cota inicialmente comprada. Seu objetivo é investir em cotas de outros Fundos Imobiliários, Letras Hipotecárias (LH), Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI). Investir em fundo de fundos tem a vantagem de concentrar seus custos na aquisição de uma única cota e já aproveitar a diversificação natural do produto. A desvantagem fica por conta das despesas maiores com administração e gestão que acabam saindo dos rendimentos pagos. Para quem quer investir e tem pouco conhecimento ainda, pessoalmente acredito que seja a melhor e mais segura escolha. Outro ponto a favor é que o gestor decide e acompanha o melhor momento para comprar ou vender cotas de FII, transformando o lucro das operações em maiores rendimentos.

Fundo Imobiliário Maxi Renda: O Maxi Renda é um fundo de investimento imobiliário, constituído sob a forma de condomínio fechado, destinado à aplicação de seus recursos na aquisição preponderante em CRI, podendo ainda, investir em LCI, LH e Cotas de Fundos de Investimento Imobiliário, de acordo com a Política de Investimento descrita no Prospecto. A meta de rentabilidade do Fundo é superar o rendimento da NTN-C com vencimento em 2017. O Maxi Renda FII iniciou atividades em 12/04/12, com rentabilidade no período acima de 14% e o pagamento atual mensal corresponde a 1,43% sobre o valor de compra da cota.