Quer ficar rico? Cuide bem do seu dinheiro!

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Quando gostamos de alguém, é natural sentirmos um enorme prazer em tratar essa pessoa com todo o carinho e dedicação. É muito comum enviar presentes e procurar saber o que está acontecendo para tentar ajudar e, ao mesmo tempo, buscar soluções racionais para, em momentos de preocupação, encontrar a melhor saída. Quando o assunto é dinheiro, boa parte das pessoas não se importa em entender o que está acontecendo com o próprio bolso. Não liga para as notícias que envolvem decisões que afetarão a economia do país e muito menos se interessam em conferir um simples extrato bancário e as consequências do consumo exagerado. A verdade é uma só: quem não cuida bem do dinheiro, não emprega tempo e nem carinho para encontrar as melhores oportunidades fatalmente viverá com problemas financeiros a vida toda. É triste, mas é a pura verdade!

Para ficar rico é preciso tratar o dinheiro com respeito, admirá-lo pelas possibilidades de liberdade e construção de qualidade de vida que ele oferece. Para ajudá-lo a encontrar maneiras inteligentes de “agradar seu dinheiro”, descrevo abaixo cinco dicas objetivas:

1) Fuja dos Títulos de Capitalização: Título de Capitalização não é investimento e por aqui já abordamos isso em vários artigos, em especial “A verdadeira face dos títulos de capitalização” e “TV Dinheirama: Título de capitalização não é investimento”. Investir em um título de capitalização é muito mais uma aposta (envolve sorte, sorteios e afins) que investimento, já que colocar a mesma quantia destinada aos títulos na caderneta de poupança lhe trará soma maior ao final do período.

2) Cheque especial não é complemento da renda: Muita gente acredita que realmente tem alguma coisa de “especial” pelo fato de ter e utilizar essa linha de crédito. Ledo engano, já que o cheque especial é uma das linhas mais caras de crédito. Utilizá-la como complemento da renda é desperdiçar seu dinheiro e pagar juros que podem chegar a 150% ao ano ou mais. Se quiser ter algo realmente especial, crie sua própria reserva de emergência.

3) Cartão de crédito é forma de pagamento, não grupo de gastos: O cartão de crédito é uma ferramenta de pagamento bastante interessante. Quem utiliza com sabedoria ganha tempo e prêmios por utilizá-lo. Ah, sim, quem usa de maneira equivocada paga juros e compromete e muito o futuro financeiro. Como toda ferramenta, é preciso bom senso e experiência para resultados interessantes. Muitas pessoas, além de extrapolar os limites pessoais de uso do cartão, ainda classificam os gastos no orçamento simplesmente como “Cartão de crédito”. Erro clássico! O cartão de crédito não é um grupo de gastos, e sim forma de pagamento. Então se você vai ao supermercado e paga com o cartão de crédito, no seu orçamento o gasto tem que ser computado como “Supermercado”. Certo?

4) Existe vida além da caderneta de poupança: Fico impressionado com os últimos números de captação da caderneta de poupança: nos últimos meses ela bateu recordes sucessivos, mesmo com as alterações na sua forma de rentabilizar os investidores (ela anda perdendo para a inflação, por exemplo). Imagine um casal que quando sai, vai sempre ao mesmo lugar. Por melhor que ele seja, no mínimo o casal deixará de viver e conhecer alternativas e fatalmente a rotina será uma presença indesejada no decorrer do relacionamento. Percebo que com a caderneta de poupança acontece algo semelhante, pois por preguiça e falta de interesse em buscar alternativas melhores, o investidor faz o mais fácil e perde a oportunidade de diversificar e ganhar mais dinheiro.

Existe à disposição dos investidores interessados (e inteligentes) uma gama surpreendente de investimentos: fundos de Investimento, Tesouro Direto, Fundos Imobiliários, investimento direto em ações e outras possibilidades que se abrem para quem decide mudar, estudar e sair do comodismo. A caderneta de poupança atualmente rentabiliza melhor do que a maioria dos fundos de renda fixa é verdade, mas está longe de ser a melhor alternativa para quem quer sucesso financeiro no longo prazo. Atenção, portanto.

5) Dedique tempo ao seu dinheiro: A semana desgastante passa e o fim de semana finalmente chega. O marido senta no sofá e assiste a todos os jogos possíveis e imagináveis, deixando a esposa e a família de lado. Será que essa relação tem futuro? Acredito que não, pois dedicação vai além de estar presente; é estar próximo de verdade. É dedicar tempo ao convívio e garantir que, nos momentos onde o trabalho não seja o foco, o lazer a dois seja predominante. Com dinheiro acontece a mesma coisa. Quem não dedica um pouco do seu tempo para analisar o que de fato está acontecendo, jamais terá sucesso, especialmente quem terceiriza a responsabilidade para o outro e faz questão de abrir mão – acreditando ser o máximo não se preocupar com o dinheiro.

Pelo menos uma vez por mês, faça seu orçamento doméstico projetando as despesas e receitas de forma séria, sempre priorizando a realização dos seus sonhos através dos investimentos. Não mude de canal quando os apresentadores do jornal começarem a falar sobre economia. Faça melhor: procure informar-se mais e melhor. Os jornais oferecem às pessoas muito mais do que horóscopo e esportes, basta um pouco de vontade de aproveitar.

É isso! Vamos agir? Espero, sinceramente, que esse artigo desperte seu interesse para a forma como trata seu dinheiro. É claro que ele não é a coisa mais importante e valiosa sua vida, mas tem um peso muito grande.

Valorize a possibilidade de transformar a boa gestão financeira em ativos que criarão a oportunidade de alcançar sonhos, liberdade e independência financeira. Isso para mim é ficar rico. Um grande abraço e até a próxima.