A pandemia da Gripe Espanhola de 1918

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A pandemia de Gripe Espanhola chegou ao estado e em nossa cidade em 1918 espalhou morte e pânico e gerou a semente do SUS. Estima-se que até 5% da população mundial tenha sido vitimada à época (20 e 40 milhões de pessoas).

A violenta mutação do vírus da gripe veio a bordo do navio Demerara, procedente da Europa. Em setembro desse ano, sem saber que trazia o vírus, o transatlântico desembarcou passageiros infectados no Recife, em Salvador e no Rio de Janeiro. Considerada até hoje é a mais devastadora epidemia da sua história.

O vírus Influenza é um patógeno respiratório humano que causa infecções sazonais e endêmicas e pandemias periódicas. Os principais sintomas causados por este vírus são caracterizados por um início súbito de febre alta, dor de cabeça, coriza, tosse e inflamação das vias respiratórias que persistem por 7 a 10 dias. O nome Influenza tem provável origem de “Influenza del freddo” ou “influência do frio” na Itália, em 1504, e o termo “gripe” apareceu em carta ao filósofo francês Voltaire, em 1743, com significado de “fantasia súbita” ou “desafeição passageira”.

Na economia a moratória foi necessária porque muitos comerciantes baixaram as portas, deixaram de lucrar e, ficaram impossibilitados de honrar seus compromissos com bancos e outros credores. Na educação as escolas mandaram os alunos para casa. Não conseguimos estatísticas em relação ao município de Santo Ângelo. O governo proíbe as aglomerações públicas. Os teatros e os cinemas, além de lacrados, são lavados com desinfetante.

A população em São Paulo em peso recorre a um remédio caseiro: cachaça com limão e mel. O Instituto Brasileiro da Cachaça, declara que foi dessa receita supostamente terapêutica que nasceu a caipirinha.

O presidente da República Rodrigues Alves, eleito em março de 1918 para o segundo mandato, cai de cama “espanholado” e não toma posse morrendo em janeiro de 1919.

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