A praga do gafanhoto em 1907 na “Villa” de Santo Ângelo

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O jornalista Natan Novelli Tu, escreveu no dia 06 de fevereiro de 2020 sobre o impacto da praga de gafanhotos que atinge mais de 10 países. A infestação de insetos é a pior em quase três décadas e acontece por fenômenos atribuídos à crise climática. Paquistão e Somália decretaram situação de emergência. Esta é a pior infestação em 27 anos no Paquistão, segundo autoridades, e a pior em 25 anos na Somália, de acordo com a FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura).

Pelo menos outros nove países do Oriente Médio, Ásia e da região do chifre africano também têm áreas tomadas pelos insetos, como Arábia Saudita, Irã, Etiópia, Sudão e Índia. 11,9 milhões é o número de pessoas em condição de severa insegurança alimentar na Somália, Etiópia e Quênia, de acordo com a FAO. Esses são três dos países mais atingidos pela infestação.4.850 km² é a área atingida pelos gafanhotos na Somália, Etiópia e Quênia, de acordo com a FAO, até 29 de janeiro. A área equivale a mais de três cidades de São Paulo.

Nas buscas de dados, observei que no relatório apresentado ao Conselho Municipal de Santo Ângelo pelo intendente Coronel Braulio de Oliveira no ano de 1907, a praga caiu sobre a “villa”, pois teve a infelicidade de ser infestada por enormes nuvens de gafanhotos causando imensos estragos aniquilando diferentes plantações de trigo, milho, alfafa e mesmo pequenas hortas próximas as casas.

A zona que mais sofreu foi a serra do Uruguai território que pertencia a Santo Ângelo. Em Santa Rosa e na Colônia Municipal foram empregadas turmas no trabalho de extinção, tendo-se conseguido salvar a plantação em ambos pontos, lugares mais atacados.

Obs: Link para matéria: https://www.nexojornal.com.br/expresso/2020/02/06/O-impacto-da-praga-de-gafanhotos-que-atinge-mais-de-10-pa%C3%ADses
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