Colonos japoneses em Santo Ângelo

0
164

Na década de 50, foi manchete no jornal “O Missioneiro”: Colonos japoneses e técnico em agricultura interessados em trabalhar nesta zona. Foram recebidas pelo agrônomo regional Francisco Fienkelstein duas comunicações que haviam várias famílias de colonos japoneses interessados em trabalhar nesta região, bem como um técnico agrícola de nacionalidade italiana. O grupo estava explorando horticultura nas proximidades da capital federal. O grupo demonstrou interesse em cultivar arroz, feijão, trigo e poderiam ainda ser meeiros ou arrendatários.

O técnico agrícola Alberto Zocchi (italiano) estava interessado em trabalhar na lavoura de trigo ou em qualquer exploração mista, como orientador.

Em busca de dados no acervo do Arquivo Histórico Municipal Augusto César Pereira dos Santos não encontramos documentos que relatam se o grupo japonês ficou desenvolvendo o trabalho em nossa região.

Havia nesta época em Santo Ângelo trezentos e seis estabelecimentos de indústrias, sendo trinta e três com cinco ou mais pessoas empregadas. Os principais produtos produzidos eram: alimentares (farinha de trigo, suínos e derivados, balas, arroz beneficiado), minerais não metálicos (tijolos, telhas de barro, artefatos de cimento), extrativos minerais (água mineral, areia, pedra para construção), impressos, fumo beneficiado e outros. A zona de maior produção do feijão soja estava localizada nas margens dos arroios do Cerne e Micuim.