Década de 1930

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 Pelas buscas de dados que realizamos nos subsídios encontrados na década de 30, embora entravada pela energia elétrica, que iniciou no município um lento processo de industrialização de fumo, banha, das bebidas, da madeira, entre outros. Houve nesta época um notável impulso à construção civil, influindo o desenvolvimento político, econômico e social ao norte da comunidade com a chegada do trem.

Santo Ângelo passou a ser considerada uma cidade moderna com as instalações dos serviços essenciais de água, esgoto, calçamentos asfáltico, arborização, numa época em que poucas cidades do Rio Grande do Sul contavam com tais melhoramentos.

Iremos elencar algumas indústrias e casas de comércios que foram instaladas em nossa comunidade neste período: Sociedade de Banha Rio-Grandense Ltda; Comercial Braatz; indústria de Luiz Bassani; a indústria de torrefação e moagem de café de João Pedro Becker; indústria para o fabrico de correias de couro do Mathias Vier.

Havia a fábrica de gelo de Roberto Frey Filho, a fábrica de Frederico de bolas para bolão e outros artefatos de madeiras. O Emílio Mudostock possuía um descascador de arroz, sendo uma indústria de porte médio. Rodolfo Rogowski tinha uma fundição de ferro, Walter Sachs, era proprietário do moinho para trigo e milho, que se localizava no extremo da Rua 25 de Julho, nos fundos pátio de manobras da Viação Férrea, que foi vendida ao Henrique Möller Filho, e posteriormente para a Cooperativa Tritícola Regional Santo Ângelo Ltda.

Nesta década também foi fundada Kaercher e Dable Ltda (Casa das Sedas). A construção do Frigorífico foi iniciada no ano de 1930; em 1932, o engenheiro José Carlos Medaglia, em companhia de Humberto Morenzi, Ângelo Botton, Vitório Dal Mass e Gildo Castelarin participaram na fundação da Construtora Medaglia. Frederico Ortmann, Augusto Franke, Athur Scwinn realizavam o comércio atacadista. Os transportes dos cereais e outros produtos eram feitos através de carretas e carroças, conduzidas por mais cavalares e bovinos.
Santo Ângelo tornou- se o centro comprador e abastecedor de toda a vasta região, até as margens do rio Uruguai.

Dedico esta Coluna Memória as senhoras Iolanda Medeiros e Esther Pippi pelo incentivo e estimulo recebido.

Você também poderá participar e interagir contando uma história de Santo Ângelo, através: [email protected]