Encantadora de História

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A partir de uma conversa com a professora Iselda Sausen Feistel da Unijuí, surgiu a motivação para retornar a escrever no Jornal das Missões. Acompanho seu trabalho pedagógico aproximadamente há trinta anos. Tentarei transcrever através da magia fatos pitorescos, folclóricos de muitos homens e mulheres que deixaram um legado histórico para nossa cidade.

Léo Fett escreveu que o prédio do Elementar era uma fortaleza. Construído com blocos de pedra-cupim feitos mais de 200 anos antes, da Catedral e muro dos jesuítas, possuía paredes externas com 80 cm ou metro de espessura. Uma porta externa dando para o corredor com enormes salas à direita e esquerda, assoalho e forro com tábuas largas, bem construído e sem frestas. Duas ou três também enormes janelas para cada lado e um pátio interno grande, onde havia uma enorme bergamoteira. Aliás, havia outra na praça, razão por que volta e meia a professora mandava os piás lavar as mãos para não catingar os cadernos. As bergamotas eram das antigas, de casca fina, aderentes, e com cheiro forte.

Lembrava Leo Fett, dos trabalhos manuais que para as meninas eram bordados e para os meninos recortar arabescos com serrinha de arco em lâminas de madeira de cedro. Esua obra-prima foi um porquinho que tinha recortado e que serviu muito tempo como tábua de corte de pão em sua casa.