Monumento-túmulo do General Bento Gonçalves da Silva

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Eu e minha amiga Irene Krebs (Gurupi- Tocantins), tivemos visitando o belíssimo monumento-túmulo do General Bento Gonçalves da Silva, localizado na Praça Tamandaré, em Rio Grande.

Segundo informações de Carmem Ziebell, ele foi inaugurado em 20 de setembro de 1909.

Conforme Érico Brasil Costa, já foi realizada a aula pública que buscou fazer os rio-grandinos entenderem o significado do monumento como obra, patrimônio, e quem é a figura nele representada. O professor lembra que Rio Grande ficou com os restos mortais de Bento Gonçalves a partir de um concurso entre as cidades interessadas. O Município não foi farroupilha e sim sede do Governo Central. Os farroupilhas não conseguiram entrar na cidade. Bento Gonçalves da Silva morreu em Pedras Brancas (atual Guaíba), em 18 de julho de 1847, ou seja, dois anos depois da “Grande Epopeia Farroupilha.” E inicialmente foi sepultado no cemitério da povoação. Antes de morrer, no mesmo ano, esteve em Rio Grande trazendo a Carta Constitutiva da Loja Maçônica União Constant, fundada em 1840. Em 1850, seus despojos foram levados por seu filho mais velho, capitão Joaquim Gonçalves da Silva, para a casa da família, na Estância do Cristal. No entanto, em julho de 1891, em Porto Alegre, foi publicada uma lei governamental visando a doar seus restos mortais ao município que construísse um monumento à sua altura e a de seus companheiros.

Concorreram vários municípios. Rio Grande montou uma comissão para arrecadar fundos para a construção e outra para providenciar a elaboração do projeto e encomenda da obra. E a construção que projetou foi a escolhida. Conforme Érico Brasil Costa, em agosto de 1900 os despojos de Bento Gonçalves foram entregues ao Município, para o qual foram trazidos a bordo do iate “Doaca”. O monumento foi encomendado ao escultor português Teixeira Lopes e custeado pela Intendência da Cidade do Rio Grande, que contribuiu com três contos de réis, e pela população e outros municípios, os quais colaboraram com mais dois contos de réis. A transferência da urna de mármore em que estavam guardadas as cinzas de Bento Gonçalves para o pedestal do monumento ocorreu em 20 de setembro de 1909. “Nesta escultura, Teixeira Lopes soube imprimir o cunho indelével do gênio aliado dos recursos da arte. O pedestal é de cantaria clara e o agenciamento dos blocos denota a expressão de um talento superior. Desde os leões em combate, que representam a luta entre irmãos, onde não houve vencedores nem vencidos até a figura imponente do caudilho famoso empunhando o pavilhão tricolor da República Piratini, tudo constitui uma bela escultura fundida em bronze, como não há superior”, destacou o historiador.