Usina de luz “electrica”

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Foi notícia no Jornal “Correio do Povo” em 20 de abril de 1920, pesquisa realizada e edição de Renato Bohusch publicada nesta semana: ” O coronel Braulio de Oliveira concedeu, gratuitamente durante um anno, a cascata de sua propriedade à Intendência Municipal, afim de ser instalada uma usina de luz electrica.”

Através da minha curiosidade fui em buscas de mais dados sobre o setor elétrico daquela época.

Em 1889, com a queda da Monarquia e a implantação da República, a Constituição Federal de 1891 estabeleceu um novo regime jurídico-legal, tornando o Brasil uma federação composta por estados com ampla autonomia administrativa, também estendida aos municípios. O depoimento de José Luiz Lima confirma essa situação: “…o princípio básico do setor elétrico foi o direito de acessão, ou seja, o entendimento de que as jazidas minerais, as quedas de água, todos os recursos hídricos em geral eram acessórios à propriedade da terra” (Cmeb, 1995b:14), o que deu amplos poderes aos municípios para negociarem com suas respectivas empresas concessionárias.

Compreende o período de 1900-1924, no qual Bráulio Oliveira consolidou-se como líder unipessoal da política local e do Partido Republicano Rio-grandense. Tendo como pano de fundo a história política do Rio Grande do Sul.

No depoimento do Arlindo Lied (in memoriam) em “ Minhas Reminiscências de Santo Ângelo ele escreveu: “Para o lado sul a cidade terminava na rua Barão de Santo Ângelo, e ao longo do Itaquarinchim iam se sucedendo piscinas naturais para banho e os pesqueiros. Mais adiante, na chácara do coronel Braulio de Oliveira o arroio se despencava numa linda cascata de regular altura e, também, de rara beleza. E foi ali que mais tarde se instalou uma usina que forneceu a primeira luz elétrica à cidade; era uma luz fraca e bruxuleante, mas que, naquele tempo de velas e candeeiros, era considerada muito boa”.

 

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