Mônica e Eduardo

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Fora ótimo para mim eu não ter visto você naquela sexta-feira à noite, afinal, depois do curso eu saí a fim de encher o cérebro com um pouco de álcool. Não está fácil para mim essa rotina trabalho e cursinho. Entrar noutra vibe, beber umas cervejas a mais e fumar alguns cigarros faz bem. Saí com as gurias e a turma de sempre, todos sempre risonhos, até o professor do curso pintou por lá. Não havia banda desta vez, mas na verdade não me lembro muito bem se da outra vez que eu fui ao bar havia uma. O que tinha era um roqueiro qualquer com o seu violão de seis cordas que tocava uma e outra canção do Pink Floyd, vez e outra ele variava e tocava um The Doors entre outras bandas boas.
Apesar de ainda estarmos em pleno inverno, o calor que fazia era insuportável e sair com o copo para o lado de fora do bar não me era permitido, para ninguém é bem verdade, porém, os bebedores daquelas cervejas engarrafadas em micro garrafas saltavam porta a fora com uma delas em uma de suas mãos a fim de fumar um cigarro, isso era permitido. Uma chatice a meu ver, mas como sei que regras são regras eu bebia somente dentro do bar. E como eu bebi. Até onde eu vi as gurias não me acompanharam. Ei, tu não vás pensar que eu caí, veja bem, não é bem por aí e não seria por ti que eu encheria a cara de trago com o intuito de cair.

Mas cara, a chance de eu te beijar é de cem por cento, como é que tu não percebe isso? E a merda disso tudo é que eu tenho pra mim que ainda é de cem essa chance, porém, se pintar outro cara é bem possível que essa probabilidade diminua com o tempo. E não é que apareceu? Só que mesmo assim, eu ainda relutei um bocado e insistia apenas com o trago; a cerveja estava bem gelada. A outra merda disso é que a minha carteira de cigarros ficara dentro da outra bolsa, e ali no bar não havia mais deles, pois eu fumo aqueles cigarros mais fracos, somente para fazer fumaça mesmo a fim de espantar os mosquitos.

Como eu dizia, o tal outro carinha pintou mesmo, e veja só, ele também é bem legal comigo e te confesso que eu o beijei. Claro que, nessa altura o álcool já se fazia presente em grande quantidade no meu cérebro, porém, eu quis beijá-lo, não é de minha índole usar as pessoas, o que mais importou nessa hora foi o momento, e isso nem me passava pela cabeça, pois eu não imaginava que ele fosse aparecer por lá e que muito menos fosse me dar conversa depois de eu ter negado uma meia dúzia de seus convites para um café depois das seis. Um singelo e barato café.

Agora e com a cabeça livre de álcool eu pude repensar um pouco mais nos acontecidos daquela última sexta-feira, porém, eu não consegui pensar naqueles beijos, pois infelizmente por ele eu não sinto a metade do que sinto por ti, é triste e isso está me matando e quiçá até atrapalhando os meus estudos. Eu ainda tenho que passar naquele concurso, mas sem estudar… Então Eduardo, eu vou dizer o seguinte, eu Mônica ainda espero de ti alguma coisa, porém, tenho para mim que eu já fiz o suficiente então vou parar por aqui. Só um pouquinho, eu tenho uma coisinha aqui pra ti… _|_