Que caiam os meus dedos

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 Vai acabar mais um ano. Vamos desembuchar tudo aquilo que ficou guardado por algum motivo e jogar tudo pra fora. Pois bem. Inventar, vivenciar histórias e contá-las criando personagens parece ser uma coisa fácil, mas não é. Escrever algo capaz de prender a atenção de quem lê é pior ainda. E eu sei que estou longe desse patamar. Meu português é burro e tortuoso.

Eu nunca li bons autores, mas tenho amigos que me falam abertamente o que pensam sobre isto, e eu agradeço, e só falam isso por serem meus amigos. Me chamam de vadio e preguiçoso. É verdade, nesse ponto eu sou e peço perdão. Nunca gostei de Literatura e em Português era um desastre. Mas eu noto aí a preocupação deles comigo e prometo que um dia vou abrir os livros que me indicam e esmiuçá-los. Para hoje, eu não tinha ideia alguma e no lugar deste texto eu pensei em usar outro texto enviado por uma leitora. Ela fez um desabafo por estar indignada com a situação atual dos romances em geral, ou os dela na verdade, mas com tais palavras as ideias brotaram. Vamos ler um trecho:

“Ele dança esquisito. Gosta de jogar futebol. Às vezes dorme enquanto deveria assistir um filme ao seu lado. Bebe cerveja. É barbudo. Tem um abraço tão gostoso e um jeito irritantemente perfeito de beijar o seu pescoço. Mas, você precisa esquecê-lo, ou superá-lo, como aconselhou certa vez um amigo. Ele já não lembra de você. Age como se nem existisse e toca a vida numa boa. Então, por que, diabos, você não consegue fazer isso também? Por que tudo foi tão mais intenso pra você do que pra ele? A resposta pode ser simples e cruel: ele, simplesmente, não se apaixonou por você.”

Mesmo assim depois de alguns conselhos ela não conseguiu esquecer-se do tal rapaz. E apesar da descrição, não sou eu este rapaz. O que há com os homens? O que há de errado com esta espécie que se julga a mais inteligente da esfera? São tão incapazes assim de amar uma garota? Ou preferem prostitutas às moças de fundamento? E por que estas moças de fundamento procuram caras deste tipo, que pouco se importam com elas? Está tudo errado!

Não sou melhor que nenhum outro, e também jamais andei com mil mulheres, portanto não se enganem. Já tentei ser malandro, mas não fui muito longe e na maioria das vezes acabei sendo enrolado e tomei no rabo bonito. Para esta minha amiga leitora quero dizer uma coisa: acredite e não desista de encontrar uma saída, tu sabes muito bem das suas capacidades físicas e mentais, qualquer homem pode estar aos seus pés, então não faça muito por eles, deixe que eles façam por você, como foi certa vez. Se não lhe quiserem que se f., eles não sabem o que estão perdendo!

Que os homens sejam mais homens para assumir tal responsabilidade porque mulher não se pega, mulher se conquista! Com base nisso, nem que caiam os meus dedos de tanto digitar, mas vai chegar o dia que vou escrever somente para Regina, e este dia não está longe e sei que ela está confiante e que acredita no que estou falando, ela é uma mulher pela qual vale muito ler bons livros, estudar mais o português, escrever cartas métricas, cantar algum rock de forma desajeitada estando bêbado no fim de uma festa, dar uns gritos em praça pública. Tudo isso e sem arrependimentos futuros. Um grande abraço ao amigo Eduardo e outro para a minha amiga que preferiu o sigilo, pois ambos estão vivenciando da melhor forma possível todos os novos momentos de suas vidas! Feliz ano novo a todos vocês!