Que venham as pedradas!

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Durante esse ano e pouco que escrevo pro jornal me abdiquei de opinar acerca dos acontecimentos do nosso cotidiano. Mas por quê? “Creio que tu deverias utilizar aquele espaço para falar sobre coisas interessantes que acontecem no nosso dia-a-dia, não acha Rodrigo?”. Pois bem, então vamos lá. Que tal falar sobre o que tanto falam nas redes sociais, só para cair dentro dos velhos clichês da escrita? Como é sabido tudo o que eu escrevo vem da minha cabeça ou das minhas vivências, algumas coisas são fantasiadas, nada do que eu escrevo tem uma base científica bem elaborada por trás. Além disso, eu não gosto de citar coisas que já foram ditas. Talvez isso venha desde os tempos de faculdade, pois não precisei de monografia para me formar. Sim, não precisei, é verdade. E qualquer tipo de citação alheia me soa como plágio. Não tiro o mérito, e que isto fique bem claro, das pessoas que se utilizam de tais meios para poder fazer qualquer tipo de explanação. É muito válido ver alguém pegar uma ideia já escrita por outrem e falar sobre ela de outra maneira acrescentando novas ideias.

Mas diante dos fatos e últimos acontecimentos eu começarei a expor um pouco do que realmente penso sobre as coisas que leio nos sites dos vários noticiários que temos por aí.

Talvez assim, eu agrade e atinja outra linha de leitores. É válido. E quiçá o JM ganhe mais prestígio com isso. Então vamos lá! Né? O tomate fora o vilão do aumento da cesta básica, o Feliciano não representa uma grande parte dos internautas, o transporte público em Porto Alegre sofreu um aumento de mais ou menos 7%, mas este já abolido devido aos protestos de gente que realmente quer ver um mundo melhor. Sou fã dessa gente! Que atira tinta na cara de gente safada! Se eu tivesse condições eu estaria lá protestando com aquela gente. Coitado do Lasier. Tudo isso vocês já sabem não é? Eu acho.

Já por aqui a manifestação é mais branda e diz respeito a outras coisas. Aconteceu no último domingo uma mateada na Praça do Brique contra o preconceito existente contra o movimento LGBT, (não sei se era bem isso, eu não estava lá), mas porque também na antiga praça do jacaré aconteceu o Domingo Contracultural (projeto qual parte dos meus amigos está envolvida com muito afinco, eu também estou metido nisso). Tal projeto está tentando aos poucos transformar o tão chato e monótono domingo, num domingo bonito. Outro dia eu escrevi uma frase que dizia o seguinte: quem quer faz e não reclama. Que bom, e parece que algumas pessoas estão tentando lutar contra esses paradigmas sociais existentes por aqui. Viva a LGBT de Santo Ângelo e vida longa ao Domingo Contracultural.

Porém, ainda existe aqui um falso moralismo. E me digam que não. Feliciano, pelo que leio e ouço falar dele, é um homofóbico e racista, porém, está no poder. Mas e aqui em nossa pequena urbezinha, será que não existem pessoas tão iguais a ele? Tão retrógradas, acho que não, né? Para essas pessoas antiquadas que “não” existem aqui, toda essa gente que luta por seus direitos e por um espaço no meio em que vive não passa de um bando de maloqueiros drogados. E agora direi uma frase famosíssima de um velho e morto político, e com isso me contradigo um pouco, mas é que a frase é muito impactante e cabe no contexto: “no Brasil só vai preso preto, pobre e puta”. Os mais velhos saberão de quem estou falando. E o que está sendo feito mediante isso? Ah, sim, protestos virtuais. Virou moda protestar virtualmente, é tudo isso que eles mais desejam. Que a gente fique em casa, sentados na frente de um computador lamentando de todas as porcariaradas que eles fazem às escuras. É porque é tão bom acompanhar o Grêmio e o Inter que as demais coisas não importam. Sim, não tiro a minha parcela de culpa nisso tudo, mas me orgulho ao poder dizer que nenhum dos políticos os quais votei nas eleições passadas está envolvido em palhaçadas. É verdade também que nenhum assumiu cargo algum. Mas e agora, me digam, e os seus candidatos? O que fizeram, e o que ainda estão fazendo por lá? Vocês poderiam me dizer, que tal? Eu sou capaz de apostar uma cerveja que boa parte dos eleitores de Santo Ângelo e de outras localidades sequer se lembra em quem votou três anos atrás. E eu não estou defendendo a situação ou a oposição.

Na verdade vou ter que ser irônico a ponto de dizer que o tal do Feliciano é um fodão. E sabem por quê? Como um homem desse tipo está lá? Como ele assume tal responsabilidade? Tem que ser um homem muito bom pra conseguir uma coisa dessas. Mas aquilo é um homem? E ainda, que tipo de Deus este homem defende? Poderei ser processado? Não irão levar muito, talvez minha guitarra, meu amplificador de 25 W e a minha bicicleta. São os bens materiais que possuo até então. Ah, tem o computador já depreciado, uma tevê, um som bem velho, um videogame mais velho ainda. Quanto ao biongo onde durmo não está no meu nome. Podem até me processar, mas as minhas ideias, o meu pensamento esse não mudará. Ah, e para encerrar, a piada da semana: “Deus mandou matar John Lennon”. Que venham as pedradas!