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Há certas coisas que não podemos falar. Outras que não podemos escrever. E têm aquelas que não podemos sequer pensar em fazer. Dizer a verdade nem sempre é a melhor opção, pois a verdade muitas vezes causa danos terríveis que nos levam à solidão. Às vezes à loucura. Mas é bom ser tachado como um louco. Ao menos com isso, não levo mentiras dentro do bolso. Algumas me acusam de bagaceira. Talvez. Gosto das mulheres. O que devo fazer? Não querê-las, e deixar tudo pra depois, como diz o Pato Fu?

Se detalhar e observar uma mulher é sinônimo de bagaceirice, então, sou réu confesso. Outro dia, numa foto eu vi o Reginaldo, aquele cantor. “Garçom”. Este mesmo. No retrato dizia uma frase. “Se um dia a lei seca pegar quem gosta de mulher, eu me lasco”. Evidente que não era bem isso que dizia lá, caro leitor. Como eu disse no começo deste escrito, não é possível escrever ao pé da letra certas coisas. Ri demasiadamente da imagem. Era perfeita. A frase apenas realçou o que o rosto do cantor já dizia por si próprio. Como vocês podem notar meus queridos, na semana passada eu não apareci por aqui. Fico grato aos questionamentos que recebi: “O que aconteceu? Cadê tua coluna? Tu não escreves mais para o jornal?”. Acalmem-se. Isso já aconteceu outra vez, lembram? Ano passado e deu o que falar. Disso tudo eu acho uma graça. De verdade. Mas cá estou novamente.

Deixando o Rossi um pouco de lado andei vendo alguns filmes. Revendo na verdade. Mesmo sendo canal pago os filmes que são reproduzidos, a maioria, eu já vi. E os que eu não vi não me prenderam a atenção, ou são ruins mesmo. Alguns eu peguei pela metade como este em que John Travolta faz o personagem principal: Fenômeno. De 1996, é velho, mas gostei. Recomendo aos que temem a morte. Também vi outro, nem tão velho assim de 2011: Um dia. Com a minha deusa favorita a Anne Hathaway. Ah, por favor, o homem que não se torcer ao vê-la, é no mínimo, um doente. Quanto ao filme, quase me esqueci, é de chorar. Recomendo aos casais que não andam muito bem das pernas, se é que me entendem.

Dos filmes, vamos à música. Nesta semana, para ser mais preciso no último dia 14, a Apanhador Só (uma banda porto-alegrense), apresentou aos fãs o seu novo single intitulado “Despirocar”. Confesso que não gostei tanto deste som como eu gostei das outras canções que tenho deles, mas é um som que vale a pena conhecer. Dia 30, na capital, eles farão o lançamento do disco. Quem puder ir, vá. Recomendo esta banda para as casas noturnas daqui e de outras cidades, é algo novo, e nem precisa fazer pesquisa de público alvo. Há fãs espalhados por todo o noroeste. Mas não cobrem muito caro.

Ah, e tenho outra nova para vocês meus queridos: os vinte e sete anos da minha existência se encerram hoje. A partir de amanhã o sete dará lugar ao oito. 28. De presente estou aceitando uma Telecaster Tagima T-405. Recomendo aos roqueiros, mais sessentistas. Que timbre. Ela custa a singela bagatela de mil e cem mangos. Sinceramente, cada idade que passou, depois dos dezoito, foi magnífica, mas nenhuma outra foi tão boa quanto os meus 27. A idade mais clichê para se morrer. Ô ié! Hoje também é dia de futebol. Rá! Então, recomendo aos secadores uma boa noite de sono. Aos outros: muito trago, alento e amizade. Que tal eu, heim? Várias recomendações. Agora uma receita. Brigadeiro leva leite e chocolate em pó. O leite tá adulterado. O chocolate eu não sei. Na dúvida, então, vamos lá comer insetos!