Quem é de Marte

0
105

Fiquei profundamente emocionada ao assistir ao filme “Ensinando a viver”. Uma história simples, mas ao mesmo tempo uma lição de amor.

De uma sensibilidade inocente demais, me fez chorar várias vezes.

O filme conta a história de um bem-sucedido escritor de estórias de ficção que na infância teve muitas dificuldades de relacionamento por ser uma criança “diferente”. Dois anos depois de perder a mulher, ele decide adotar uma criança. Tinham muito o desejo de ter filhos. Ao visitar um orfanato, conhece Dennis, um menino de oito anos, arredio, desconfiado, inseguro e começa com ele uma história de desafios, cumplicidade e aprendizado entre um menino e um homem.

Uma criança inteligente, cativante e com incrível potencial criativo. O menino acredita ter vindo de Marte para uma missão especial na terra.

Todas as pessoas que desejam adotar uma criança deveriam assisti-lo, pois traduz o verdadeiro sentido da adoção, como ato de amor incondicional. A dedicação e a paciência de um homem frente à uma criança desconfiada e emocionalmente carente, com inúmeros problemas comportamentais. Um marciano aprendendo a ser terráqueo ou um terráqueo aprendendo a ser humano?
Um homem, um menino. Pai e filho.

A ruptura de padrões numa deliciosa aventura pedagógica, mas também o medo de não corresponder às expectativas do olhar rígido dos educadores formais. Em meio à uma guerra de comida e objetos, recebem a visita de um funcionário da justiça, encarregado de avaliar a evolução no comportamento do menino… aparências, vis aparências, difícil entender uma forma tão estranha de educar. Mesmo assim, é bonito demais ver aquela relação estruturar-se pouco a pouco, os vínculos de confiança tantas vezes desfeitos sendo resgatados, a rejeição anterior sendo substituída pelo afeto, a fragilidade do menino fazendo eco naquele homem e em suas escolhas.

Assistindo aprendemos que a fantasia pode salvar uma vida, quando o amor é real.

Só um desejo marciano: assista ao filme.