Urgências

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Viver exige que desaceleremos. Não significa parar, mas é imprescindível cuidar o tempo de sentir. De saber o que se sente. Se é dor, angústia ou pressa. De quê? Para quê?

Para desacelerar precisamos de coragem, a lentidão dos passos não nos permitirá fugir. Assim, é certo que os monstros que nos perseguem, sempre em nosso encalço, sempre rondando nossas fraquezas e nossos medos vão nos alcançar e talvez seja preciso desacelerar ainda mais para que eles sigam sozinhos. Ficaremos para trás e vê-los à distância talvez baste para que possamos compreender que sozinhos nossos monstros deixam de existir, pois sempre dependeram de nós.

Vejo urgências que não são minhas, estão na maratona da vida, destruindo pessoas e sonhos.

Seiva sangrando, fazendo secar os frutos, ou, antes deles as flores…

Urgências. Nem sei quais são as minhas, exceto uma: a de viver.