Em tempo de isolamento social, como é seu dia a dia?

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Mônica Lourega Heitling Cargnelutti, boleira

Minha vida na confeitaria iniciou há 4 anos, antes era professora, mas sempre gostei da arte de cozinhar e me apaixonei desde o primeiro momento que me vi diante dessa nova profissão… Com a pandemia, muitas coisas mudaram entre elas a forma de interagir com meus amigos e clientes.

Sinto falta de participar de cursos presenciais, o que não deixei de fazer de forma on-line. Cada dia, uma nova busca e sempre primando pelo aperfeiçoamento, dedicação e qualidade..

Outra maneira que nos fez mudar, quanto ao convívio diário, foi com relação a família. Como trabalho em casa … nossa rotina mudou e muito … um de nós sai fazer as compras e receber mercadorias, já tivemos juntos momentos de incertezas e desafios.

Minha vida tornou-se uma rotina confusa. Acredito que de muitas pessoas está acontecendo o mesmo. Mas estou tentando me tornar mais produtiva, no momento em que estou participando do grupo Panelas do Bem ao qual faço a confecção de bolos duas vezes na semana para auxiliar a quem mais precisa nesse momento tão delicado.

Estou conseguindo entender um pouco mais o lado da minha família, isso nos tornou bem mais próximos, porque preciso conciliar as minhas tarefas diárias com a presença de minha família em casa – o que antes não acontecia-, pois cada um tinha seus devidos afazeres. E assim eles acabam me ajudando. Minha filha me ajuda com algumas ideias para as decorações dos bolos, meu filho e marido ajudam nas entregas e nas demais tarefas. Mas estamos conseguindo nos conectar cada dia mais.

Com a necessidade de criar novas formas de vendas, a internet sempre me auxiliou e dias atrás criei o Primeiro Drive Thru de Bolos, o que mostrou a necessidade que as pessoas estão sentindo nesse momento da pandemia: de um afeto e de um carinho. Isso, no momento, é impossível, mas é gratificante ao ver o sorriso pelos olhos no momento da entrega, isso gerou uma forma de pensar diferente.

Os bolos são minha vida, estão me mostrando um grande mundo que até quatro anos atrás não conhecia, confesso que sou muito orgulhosa pelo que faço, e isso me traz muita felicidade.

Sinto falta do convívio com amigos e alguns familiares, pois com dois adolescentes em casa, era habitual ter a casa cheia de amigos para uma janta, uma junção até mesmo pra roda de chimarrão. Agora parece que ela se torna vazia, mas vamos, aos poucos, nos acostumando.

Assim é a minha vida fora das redes sociais, e saber que muitas pessoas conhecem e que gostam do meu trabalho isso me motiva muito a continuar e com muita Fé acreditar que seremos seres melhores depois de tudo isso.

 

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