A La Pucha:

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A decisão judicial fazendo com que o ex-vice-prefeito Montalverne Beltrão (foto) retomasse o comando do PSDB local já era algo esperado por tudo que envolveu a tal intervenção.

Ficou muito evidente que a ação intervencionista da direção estadual foi orquestrada em Santo Ângelo. A ideia já existia antes e comentários circulavam pelos bastidores. Ele foi definida a partir de dois episódios. O primeiro, a decisão da convenção do Partido Progressista pela candidatura própria. O segundo, a convenção do próprio PSDB definindo apoio à candidatura do prefeito Jacques Barbosa.

Como escrevi na coluna de quarta-feira (16), a justificativa para a intervenção não se sustentava. Tanto que em seu despacho, a juíza eleitoral Marta Martins Moreira definiu o fato como “manobra do grupo dissidente e vencido na convenção do PP”. Mais uma exposição pública e derrota desnecessárias que “o canto da sereia” provocou. E, pelo que tudo indica, outros episódios assim ainda virão.

A lamentar, também, que Montalverne, que nunca fez política raivosa e sempre prezou pelo respeito aos demais, tenha sido atacado com impropérios por quem pouco conhece
das questões locais e seus personagens.

Só para lembrar 

Agora, com o fim do prazo para as convenções partidárias, começa o jogo. As peças estão distribuídas no tabuleiro e as estratégias já foram sinalizadas na pré-campanha. Devido a pandemia será uma campanha diferente e quem tiver mais sensibilidade para entender o comportamento do eleitor dentro de todas as peculiaridades do cenário se dará melhor.

O x da questão

Sobre a Ponte Internacional ligando Porto Xavier a San Javier, um desejo regional que data de 1959, a afirmação do ministro Tarcísio Freitas afirmando que a obra deverá estar finalizada até 2022 voltou a criar um clima de otimismo.

Não tenho o mínimo motivo para duvidar da palavra do ministro, que aliás é um dos poucos que se salva nesse turbulento governo. Entretanto, é bom sempre manter os pés no chão. Trata-se de uma obra binacional, cheia de entraves burocráticos, que muitas vezes supera a vontade dos governantes. Em muitas oportunidades o “agora vai” foi divulgado com todo entusiasmo e…não foi. Então é bom acreditar, mas pressionando para que a promessa não seja em vão.

Festerê bombado

Uma festa rolou solta até às 6 horas de domingo passado, perturbando moradores do Bairro José Alcebíades de Oliveira. Segundo alguns, mais de 20 carros no local, música alta e muita animação.

Engraçado é que o “fiscal” não postou nenhum vídeo reclamando da baderna. Pelo que se viu, a festa foi bombada e o vizinhos estão de olho.

Fácil cobrar dos outros. Do tipo “faça o que eu digo mas não faça o que eu faço”.

Gaudêncio, o abobado

Durou pouco a fase perspicaz do meu amigo Gaudêncio, que de tão ingênuo ganhou o de “abobado do rincão” por ser muito ingênuo e acreditar em qualquer coisa.

Pois bem, nesta semana o Gaudêncio leu um “textão” sobre a mitologia grega e acreditou na maluca analogia feita pelo autor sobre a lenda com os movimentos da política local e acreditou nessa relação.

Segundo o autor, quem soma apoios na verdade está perdendo. Ou seja, Gaudêncio segue acreditando em qualquer asneira egocentrista.

Perguntar não ofende 

Paulo Guedes, que dizia ter uma faca afiada para cortar gastos ficou até sem canivete ?

 

  • Infelizmente a tendência é de acompanharmos episódios lamentáveis na campanha eleitoral. Se na pré-campanha tem “candidato” promovendo atos sem o mínimo fundamento, não dá para esperar muita coisa.
  • Nas redes sociais e grupos de whats o que mais circulam são afirmações totalmente absurdas. As “teorias” são terríveis. As pessoas precisam, mais do que nunca, ficar atentas às baixarias e fatos mirabolantes.
  • E ainda tem aqueles que estão prometendo algo que simplesmente não poderão cumprir já que os temas não fazem parte das funções do Legislativo Municipal. Ou seja, desconhecimento puro.
  • É triste constatar, mas o ambiente político é repleto dessas situações, de mentiras inconsequentes, que hoje ganham mais espaço devido as redes sociais, e do despreparo de muitos. Faz parte do ambiente, mas pode ser evitado desde que haja responsabilidade dos protagonistas. De se lamentar que alguns insistam em agir de forma irresponsável, mesmo que possam pagar um preço muito caro por isso.

 

Para refletir
“Se acha que
a competência custa
caro, experimente
a incompetência”.
Miguel Monteiro

 

 

 

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