A LA PUCHA: O dilema das eleições

0
254

A situação envolvendo a pandemia do Coronavírus provoca dúvidas sobre uma série de situações. Uma delas é a questão eleitoral. As eleições saem em outubro, serão adiadas para dezembro, para o início do próximo ano ou ficarão para 2002. Penso que a eleição geral, com a população votando de vereador a presidente, pode parecer ideal, mas não é. Seria confusa uma votação assim.

Dilema 1
Começa da questão específica do propósito da eleição. Uma eleição geral irá tirar o foco do debate sobre as questões municipais. Seria uma balbúrdia envolvendo questões nacionais, estaduais e municipais, deixando o eleitor mais confuso que informado. Sem contar da questão prática, por exemplo, da numeração dos candidatos. Seriam três votos para o Executivo, outro para o Senado, deputado federal, deputado estadual e vereador. Muita coisa. Haja “colinha!”

Dilema 2
E uma outra questão deve ser levada em consideração. Os agentes políticos dos municípios são os que dão sustentação e realizam as campanhas dos deputados, senadores e chefes de Executivos. Mas, numa eleição geral, eles estariam preocupados com as suas campanhas, com as disputas municipais.

Dilema 3
Acredito que o prazo final para a definição sobre as eleições se dará no final de maio. Se até lá a situação da pandemia não estiver realmente controlada, não existirá condições do pleito ser realizado em outubro.

Não apenas nas lavouras a colheita está sendo bem abaixo da esperada ou projetada. Também no campo político, alguns esperavam “supersafra” de filiados e o resultado final foi patético. Mesmo assim, insistirão com o plano?

Duodécimo
Quando se fala em aperto por conta da crise, alguns lembram que os poderes possuem seus orçamentos diferenciados, portanto, judiciário e legislativo não sofreriam abalo. Devem sofrer, sim. Afinal, o chamado duodécimo é constitucional, claro, mas é percentual. Sendo assim, o cálculo é sobre as receitas. Se essas caem, automaticamente o valor do repasse também cairá.

Enquanto são divulgadas orientações e dicas para se portar diante da pandemia, os “robozinhos” disseminam ofensas e ataques gratuitos na internet. A tática preferida desde a campanha eleitoral.

“Os homens são miseráveis porque não sabem ver nem entender os bens que estão ao
seu alcance”.
Pitágoras

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here