A La Pucha: O X da questão

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O alerta está dado. E de todas as maneiras possíveis. E é bem claro. Se não nos cuidarmos, a situação passará de crítica para insustentável. O sistema público de atendimento está no limite. Vale lembrar que o sistema responde bem até agora, especialmente pelas ações realizadas com sucesso no aumento da oferta de leitos da UTI e em outras iniciativas, como a contratação dos 15 leitos para Covid-19 no Hospital Santo Ângelo (HSA) pelo Governo Municipal de Santo Ângelo.

A aparente despreocupação de boa parte da população não pode se sobrepor aos interesses coletivos. Se o contágio não for freado, serão necessárias medidas mais drásticas, que poderão afetar setores que estão procurando fazer a sua parte.

O aumento das internações, clínicas e de UTI, é o resultado do avanço da transmissão. De quem ou do que é a culpa não deve ser o foco principal. A campanha política colaborou para esse aumento? Deve ter colaborado. Mas apenas jogar a culpa na campanha e não seguir os protocolos sanitários não colabora em nada.

O esforço agora deve ser para controlar a disseminação. Não afrouxar é a receita para que as coisas possam melhorar. E para isso, todos devem colaborar, até porque o espírito natalino refere-se a isso, a empatia com os demais.

Campanha é forte, mas necessária

Foi lançada nesta semana a campanha para buscar a conscientização da comunidade a respeito da importância dos protocolos sanitários. O conceito da campanha produzida pela agência Belif é diferente de tudo que temos visto desde o início da pandemia.

Tratar as pessoas que não se cuidam como cúmplices da transmissão é algo forte. Em geral, as pessoas não gostam de ser apontadas e nem de sentirem culpadas.

Mas reside justamente aí o ponto principal da campanha. Ao discutir essa questão, se o cidadão pode ou não se apontado como cúmplice, automaticamente estará se discutindo a importância da prevenção. Então, a campanha cumpre exatamente o papel a ela proposto.

E esse tema tem que fazer parte das discussões diárias, de forma especial nos núcleos familiares. E aí que pode surtir o efeito necessário, com uma cobrança saudável entre as pessoas. Literalmente saudável.

Só para lembrar 
Com o cenário atual da pandemia, até mesmo programações virtuais
que estavam sendo preparadas para as comemorações natalinas devem ser canceladas. Já a ornamentação começou a ser instalada.

 

Voos da Gol: definição em breve

Deve sair nos próximos dias a decisão sobre o destino dos voos da Gol para São Paulo que partem do Aeroporto de Passo Fundo. A pista será interditada em 11 de janeiro e existem procedimentos a serem seguidos para que os voos sejam retomados em outro aeroporto.

Através da articulação local realizada pelo prefeito Jacques Barbosa, deputado Eduardo Loureiro e entidades empresariais, o Governo do Estado mostra-se empenhado para que esses voos sejam transferidos para o Aeroporto Regional de Santo Ângelo.

Essa confirmação aliada a já anunciada retomada dos voos da Azul para Porto Alegre, dará um impulso importante na economia regional num momento tão necessário para que isso ocorra.

Mesmo que o leitor pense que os voos interessem apenas a quem deles faz uso, a verdade é que eles são importantes para movimentar toda a cadeia econômica e não apenas de Santo Ângelo, mas de toda a região Noroeste.

Gaudêncio, o abobado

O meu amigo Gaudêncio, por ser muito ingênuo ganhou o apelido de “abobado do rincão”.
Preocupado com o inferno astral de um amigo que se queixa que seu “novo” partido não emplacou, Gaudêncio sugere mudar o nome da sigla. Segundo ele, o ideal seria o partido passar a se chamar Abstenção.

Tem lógica, fez mais votos do que a sigla atual.

Gaudêncio agora está em fase irônica.

Perguntar não ofende…
A morte prematura
da “nova política” confirmada
pelas urnas tem um coveiro
em especial ou vários?

 

Nova Câmara de Vereadores

Nos bastidores da política local, passada a eleição, a expectativa volta-se para a Câmara de
Vereadores e a definição da primeira mesa diretora. As discussões estão sendo feitas pelos eleitos, que já se reuniram, pelo menos a maioria. Num momento desses, os mais experientes, mesmo que estejam retornando ao Legislativo, levam certa vantagem,
por compreenderem melhor o funcionamento da engrenagem.

 

  • Infelizmente, casos como os de Criciúma (SC) e Cametá (PA) com ações absurdas de grupos criminosos não parecem ser algo esporádico. Com a situação debilitada das forças de segurança e a contrapartida da organização cada vez maior das organizações criminosas, o que podemos esperar, e lamentar, são ações assim cada vez mais frequentes.
  •  Ainda tem muita coisa a ser explicada no caso dessas ações. Se os responsáveis são tão perigosos, por exemplo, como poderiam estar soltos e ter um longo tempo e condições de planejar os ataques. Sim, porque isso não foi pensado do dia para a noite. Exigiu planejamento e uma ação meticulosa. Outra coisa, comenta-se que no Banco do Brasil em Criciúma, exatamente naquele dia , o valor chegaria a R$ 80 milhões. E essa informação preciosa deve ter chegado aos assaltantes. Como eles ficaram sabendo? Essa é uma das dúvidas.

Para refletir 

“Pensamos demasiadamente
e sentimos muito pouco.
Necessitamos mais de humildade
que de máquinas. Mais de bondade
e ternura que de inteligência.
Sem isso, a vida se tornará
violenta e tudo se perderá”.
Charles Chaplin

 

 

 

 

 

 

 

 

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