A LA PUCHA: o x da questão

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Nesta semana, com o episódio da quase demissão do ministro Luiz Henrique Mandetta (foto) tivemos uma amostra do quão difícil será superar essa polarização aterrorizadora e pacificar o País. Afinal, mesmo num tema que deveria unir a todos, que é a saúde, o que acompanhamos é um bate-boca virtual cansativo, aborrecedor e completamente desprovido de algo que seja positivo.

Bolsonaristas transformaram o ministro do governo que defendem com unhas e dentes num demônio. Mandetta passou a ser considerado desprezível e começaram a saltitar nas redes sociais e até mesmo em setores da imprensa, matérias e informações dando conta do passado político nefasto do ministro. Como se já não soubessem dos problemas dele na Secretaria Municipal de Campo Grande-MS antes de assumir o Ministério. Até a formação do ministro como médico foi colocada em dúvida. E os robôs trabalharam à exaustão, atacando sem dó o novo desafeto do presidente.

Do outro lado, aqueles que atacavam Mandetta por seu envolvimento em situações nebulosas do ponto de vista ético, passaram e encher o novo “amigo” de elogios. “Nem tanto ao céu. Nem tanto à terra”, diz um antigo ditado. Mandetta vem se portando bem num momento extremamente delicado, o que, obviamente, não apaga seu passado.

Mas o que fica, mesmo, é a clareza de que com tanto radicalismo, de parte a parte, o País levará muito tempo para sair dessa treva. Sem contar que o próprio presidente “se alimenta” disso, da rixa, da briga, do clima belicoso. Sem antagonista para atacar, fustigar, ofender, o “mito” se apaga. O samba de uma nota só torna-se cansativo e o feitiço virar contra o feiticeiro.

É comum que se apresentem posições diversas sobre um tema tão complexo como a pandemia. No entanto, o que se espera é que as principais autoridades do País dialoguem, analisem, busquem amparo nos especialistas e cheguem a um meio termo, encontrem o equilíbrio. Assim aponta a sensatez, mas essa está em falta e, pelo jeito, a paz parece não interessar.

Batalha dura contra a dengue

O trabalho da força-tarefa instituída pelo Governo Municipal no combate a dengue não será nada fácil. De sexta para cá, sete bairros receberam a limpeza, seguida de orientação e fiscalização dos pátios. A foto de Fernando Gomes mostra uma dessas ações.

Trabalho árduo. Na manhã de quarta (8), em apenas duas quadras e meia, três caminhões ficaram lotados de lixo e entulho. Uma ação necessária, com a participação de várias secretarias municipais e apoio do Exército. Merece ser valorizada.

Porém, e sempre existe um porém, de nada adiantará se nós não tomarmos as providências que cabem a todos os cidadãos, que é de limpar seus pátios, suas casas, evitando os possíveis focos do mosquito que transmite a dengue, a chikungunya e a zika.
A célebre afirmação “depende de nós” nunca foi tão correta.

Os deputados federais provocam muitas ações que merecem ser criticadas. Entretanto, a lista que está circulando dando conta de alguns que teriam votado contra a destinação dos recursos do fundo partidário para o combate ao Covid-19 é mentira. Estão expondo deputados numa prática maldosa, mas muito comum. A Câmara Federal sequer teve alguma votação sobre o assunto.  Até quem adora distribuir notícia falsa ficou indignado. Ah! é que desta vez atingiu o deputado amigo.

Tradição e sucesso

Nesta semana, o amigo Érico Fagundes esteve na Schneider Auto Peças renovando o contrato de publicidade da empresa com a Rádio Santo Ângelo.

Interessante que Érico começou a relação comercial com a empresa em negociação com Ivo Schneider. Posteriormente, as tratativas foram com o amigo Giovani e agora, como mostra a foto, o contato é com o Léo, a terceira geração dos Schneider.

O que mostra a tradição da empresa, o bom atendimento prestado pelo Érico e os excelentes resultados que a publicidade na Super Rádio Santo Ângelo oferece.

Riscaram os nomes da agenda

Poucos dias atrás, tinham enormes listas circulando com nomes de possíveis novos
filiados e pré-candidatos. A caneta pegou. Agora, essas listas possuem muitos riscos
e borrões e pouquíssimos nomes para serem lidos. É a vida.

“Não consigo acreditar que o mesmo Deus que nos deu inteligência, razão e bom senso
nos proíba de usá-los”. Galileu Galilei

 

  • Interessante que mesmo aqueles que querem desconsiderar os riscos da pandemia, reafirmam sobre alguns cuidados necessários. Ou seja, a velha expressão: “quem tem, tem medo”, segue em voga.
  •  Uma coisa a pandemia provocou e é salutar: cessaram as ameaças, os discursos sobre mísseis, bombas atômicas, intimidações, etc. Todavia, basta a pandemia passar que isso tudo voltará, afinal, a guerra pelo poder é mais forte que qualquer doença.
  • Pelo jeito corremos o risco de assistir um filme repetido. As afirmação do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, deixam claro que a palavra impeachment pode ser muito pronunciada em pouco tempo. Ainda penso que a ação de Maia é um recado para Bolsonaro. Porém, se o presidente insistir na truculência e nas ofensas, Maia pode ser o Cunha de 2020.
  • O prazo para declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física foi dilatado até 30 de junho. Embora a prorrogação tenha sido recebida com um certo alívio, esperava-se mais, quem sabe um abrandamento na “mordida”, afinal, esse imposto de renda não tem nada, é, sim, um imposto sobre o salário da grande maioria. Portanto, completamente injusto.
  • A imbecilidade não tem limites. Publicação divulgada pelos “semi-robozinhos” diz que a situação que vivemos é uma amostra do comunismo. É legítimo discordar das medidas, ter outro tipo de entendimento, mas esse tipo de citação não dá para avaliar se é só fanatismo, radicalismo, fundamentalismo, apenas burrice ou tudo junto.

Perguntar não ofende….

O que o “italiano” Mandetta deve ficar preocupado é com a “vendetta”?

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