A La Pucha: Os riscos do Marco Regulatório do Saneamento

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Estamos acompanhando em Santo Ângelo um volume enorme de obras de saneamento, que são de extrema importância para a população. Os investimentos são altamente significativos em um momento em que o setor passa por incertezas.

O novo Marco Regulatório do Saneamento, aprovado no Senado, foi encaminhado para a sanção do presidente Jair Bolsonaro e prevê uma série de mudanças que devem ampliar a participação da iniciativa privada no setor.

Foi aprovado um modelo que facilita as privatizações e acaba com o formato atual de contratos entre as companhias estaduais e os municípios, passando a exigir licitações.

Mesmo que o texto diga que as empresas deverão estar comprometidas com metas de universalização que terão que ser cumpridas até o fim de 2033: cobertura de 99% para o fornecimento de água potável e de 90% para coleta e tratamento de esgoto, o risco existente é o mesmo em cenários de privatização, onde a conta para o consumidor tende a ficar ainda mais caras, sem contar que algumas áreas periféricas podem acabar desassistidas pelo fato de não gerarem lucro para as empresas.

Água não é mercadoria

Tratar água como mercadoria é um erro. Água de qualidade é direito da comunidade. Uma possível desarticulação das companhias públicas pode atingir de forma direta a população, e mais que isso, deverá prejudicar os mais necessitados, afinal, se não dá lucro, porque as empresas privadas vão levar água tratada e esgoto para áreas carentes?

Só para saber, são mais de cem milhões de pessoas, isso mesmo, que não possuem acesso ao sistema de esgoto e 35 milhões não recebem água tratada. Sem contar que esse é um problema de saúde pública.

Só para lembrar

Ainda com relação a pandemia, importante bater na tecla e lembrar que é a nossa forma de agir que determina o que pode acontecer. Não precisa regras, decretos, mas sim apostar
na prevenção. A pandemia está aí, é dura. Ações de saúde e de respeito a economia
precisam ser equilibradas, o que é muito difícil, mas é o que nos cabe.

Uma jornada dupla, complicada, mas ainda com a nossa ação como decisiva.

 

União do poder público e empresários arrecada quase R$ 1 milhão para a saúde

Uma ação inédita e que serve de exemplo para muitos municípios do Brasil tem sido a campanha de arrecadação de valores para viabilizar o funcionamento de 5 novos leitos de UTI em Santo Ângelo. Ontem a tarde, em reunião na CDL, foi realizada uma prestação de contas do resultado desta mobilização.

Até o momento, os valores arrecadados tinham chegado a R$ 903 mil, sendo R$ 603 mil doados por empresas e pessoas físicas e R$ 300 mil do poder público, valor dividido entre a prefeitura de Santo Ângelo e demais municípios da região. Pela parte dos empresários, a campanha foi coordenada pelo empresário Fernando Londero.

A credibilidade das pessoas envolvidas e a transparência dada ao ato foram os fatores determinantes para o sucesso da empreitada.

 

Perguntar não ofende

Podemos não ter alcançado
o pico da Covid, mas o
da ignorância já
conseguimos superar?

 

O X da questão

A chuva foi forte. Mais de 315 milímetros em nove dias. Entretanto, contrariamente do que ocorria em tempos passados, não foram registrados alagamentos.

Em vários pontos da cidade, com uma chuva dessa intensidade, os alagamentos seriam registrados e as famílias prejudicadas, algumas, inclusive tendo que deixar seus lares.

Dois são os motivos para que isso não tenha se repetido. O primeiro são as obras de drenagem fluvial realizadas em pontos críticos e com investimento significativo para resolver problemas de décadas. Vale ler matéria na página 10 desta edição.

O segundo fator é o trabalho de limpeza e dragagem do Rio Itaquarinchim promovido pelo Governo Municipal. E, logicamente, o trabalho sempre atento da equipe da Defesa Civil do Município, comandada pelo competente Adelar Cavalheiro.

Gaudêncio, o abobado

Meu amigo Gaudêncio já está famoso. Leitores pedem para conhecer mais sobre ele. Acontece que Gaudêncio é muito, mas muito ingênuo e, por isso já é conhecido como o abobado do rincão. Tanto que a acredita que qualquer pessoa, mesmo sem a menor qualificação, pode comentar, indicar e tentar ameaçar via publicação usando como escudo a legislação da qual nada sabe. Gaudêncio fica pior a cada dia.

Schorr na Asle

O amigo e colunista do JM, Renato Schorr assumiu na noite de segunda-feira (6) a presidência da Academia Santo-angelense de Letras (Asle) substituindo o poeta Otávio Reichert, Espera-se que a pandemia se amenize logo, para que a Asle possa em breve inaugurar a sua sede própria da forma como merece, por tratar-se de uma obra sonhada há mais de três décadas.

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>Engraçado quando insistem na divulgação de cinco mil testes rápidos realizados em Santa Rosa. Não foi o poder público de lá que adquiriu esses testes, como falam por aí, foram as entidades empresariais. Em Santo Ângelo, os empresários se uniram e garantiram recursos para os cinco novos leitos de UTI no HSA, fazendo a sua parte. Cada qual agindo dentro da prioridade de seu município, da sua região. É a roda da vida, enquanto alguns falam e fazem citações inverídicas, outros trabalham.

>Quem deve receitar medicamentos são os médicos. É simples assim. Alguém que não é médico receitando medicamento é irresponsável. Por isso, é ridículo quando alguém comenta que não sei onde o prefeito está distribuindo kits com Cloroquina, Azitromicina, Ivermectina e outros remédios para a comunidade. É irresponsabilidade. Os medicamentos estão à disposição na rede de saúde e os médicos fazem uso dependendo das condições de cada paciente. Cada um no seu quadrado. O resto é baboseira.

>Definitivamente, notícias falsas nada tem a ver com liberdade de expressão. Opinar, avaliar, se expressar dentro do que rege a lei é direito de cada e isso deve ser preservado. Inventar, caluniar, difundir mentiras, isso não é se expressar, é praticar crime. Mas entendo que quem se construiu através desse artifício sórdido queira defender a arma que possui.

>Na próxima terça-feira (14) será realizado o lançamento oficial do projeto de aquisição de alimentos da agricultura familiar para reforçar as cestas básicas distribuídas pela Secretaria de Assistência Social. Uma ação abrangente.

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Para refletir

“O mal da grandeza
é quando ela separa a
consciência do poder”.
William Shakespeare

 

 

 

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