A la pucha: Progressistas, convenção e medo de apequenamento

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Conforme a coluna já havia abordado, a questão no PP (Partido Progressista) não é pacífica em relação a eleição municipal. O advogado e ex-presidente do partido, Luís Clóvis Machado da Rocha, tem deixado bem claro que mantém a sua pré-candidatura a prefeito e levará essa posição para a convenção partidária.

Machado vai além, na entrevista que concedeu a ao professor Luiz Roque na Super Rádio Santo Ângelo, foi enfático ao afirmar que qualquer definição em torno da eleição deve ser discutida com os membros do diretório e não ser decidida apenas por determinado grupo.

Ele diz respeitar a posição do grupo que defende a Aliança, mas que o anúncio de adesão do PP à chamada Aliança Pelo Bem do Município não possui legitimidade. Defende candidatura própria, mesmo que não seja ele o escolhido e ainda cita os nomes da ex-vereadora Lenir Diel e do advogado Gilberto Kerber como alternativas.

Para Machado, o PP não ter candidato próprio representa um apequenamento do partido. “Tem que ter alguém que defenda as ideias progressistas, pois caso contrário seria prejudicial até aos candidatos a vereadores do partido”, define.

E na Super Santo Ângelo, Machado comentou ainda que o presidente atual do PP, vereador Rodrigo Trevisan também defende que o partido tenha candidatura própria.

Sem apoio a Hesse

Nas entrevistas que concedeu, Machado foi indagado sobre a possibilidade do diretório progressista decidir pela participação apenas como coadjuvante das candidaturas de Bruno Hesse e Lucas Lima e como ele agiria nesse cenário.

“Não apoio o Bruno Hesse porque o seu projeto é pessoal”, afirmou convicto. Machado declarou que seria incoerente para ele que defende o protagonismo do PP em nome de um projeto coletivo trabalhar pela candidatura de Hesse, que em sua avaliação deixou o PDT por saber que não seria ungido candidato a prefeito e, sendo assim, sua ação é apenas pessoal.

Além disso, também observa que o PP está na oposição e seria incoerente apoiar um candidato que é vice-prefeito na atual gestão.

“Se for assim, vou trabalhar para os nossos candidatos a vereança, já que correremos sérios riscos do PP não eleger uma bancada consistente”.

Novo Fundeb e os aposentados

Leitor Sérgio Paulino Soares envia e-mail sobre comentário a respeito do novo Fundeb. Segundo ele, é certo que mais do que avanços, a manutenção do sistema em si foi um ganho. Entretanto, critica um dos pontos do projeto:

“O que foi aprovado tem uma parte que é desrespeitosa com os educadores quando veta o uso dos recursos do Fundeb para pagamento de aposentadorias e pensões. Isso deixa de fora trabalhadores que durante décadas se dedicaram ao ensino e só esperam serem reconhecidos”.

Decisão de poucos

Para partidos que contam apenas com comissões provisórias a situação é bem mais fácil. Apenas cinco ou seis pessoas decidem o que fazer e pronto. Os maiores tem que ouvir seus filiados e os membros do diretório é que vão decidir. Amplia-se o debate.

O X da questão

Para quem gosta de medir as coisas penas pelo lado financeiro, vale saber que os Estados Unidos já gastaram mais de dois trilhões de dólares no plano para aliviar as consequências da pandemia e 8,3 bilhões de dólares, até maio, no combate direto na área da saúde.

E os números no país de Trump são catastróficos. Prova que dinheiro não basta. Prova que o vírus é um desafio muito maior dos supomos. E prova de que o negacionismo é burro, mesmo com fartura de recursos. Imagina sem!

Só para lembrar

Toda candidatura é uma construção possível dentro da política. Entretanto, é bom lembrar que, se o alicerce não for sólido em trajetória, ideias, objetivos e apoio, desaba com a mesma rapidez com que foi erguida.

Ainda mais se o “engenheiro” for apenas especialista em destruição.

Perguntar não ofende

A Operação Lava Jato,
antes inexpugnável,
agora está sendo corroída.
Está chegando onde
e em quem não deveria?

Gaudêncio, o abobado

Os leitores já conhecem meu amigo Gaudêncio e a sua ingenuidade ímpar. Por conta disso, ganhou o apelido de “abobado do rincão”.

E ele justifica a fama.

Para ter ideia, nesta semana, acreditou que um político que foi secretário de Obras, com muitas realizações, vereador mais votado e presidente do Legislativo, seja um mero desconhecido.

Gaudêncio está ficando pior, tá superando a definição de abobado e se tornando ridículo.

Para refletir

“As pessoas costumam dizer
que a motivação não dura sempre.
Bem, nem o efeito do banho, por isso
recomenda-se diariamente”. 
Zig Ziglar

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