A La Pucha: Sem estranhos no ninho

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A juíza Marta Martins Moreira confirmou o que já se esperava. A malfadada intervenção no PSDB de Santo Ângelo teve a sua anulação confirmada. E isso estava muito evidente. Na verdade, foi uma lambança.

A intervenção foi decidida por interesses específicos locais e a tal orientação nacional para não se coligar com o PDT apenas uma fachada, já que em vários outros municípios, inclusive na região, os dois partidos estão coligados.

Sem contar que a comissão nomeada pós-intervenção também estava irregular, pois seus membros sequer eram filiados ao PSDB. Aliás, dissidentes do PP, que saíram da sigla após a derrota na convenção.

Montalverne Beltrão (foto), presidente do PSDB local, sai ainda mais fortalecido do episódio, bem o oposto daqueles que arquitetaram a manobra que acabou frustrada.

Apostas

Aqui e ali aposta-se em quem se elegerá para a Câmara de Vereadores. As listas dos candidatos correm de mão em mão e os apostadores marcam aqueles que acredita que serão eleitos.

Quem acertar mais fica com a grana. Entretanto, a verdade é que essa é a eleição mais difícil para esse tipo de aposta. Por conta da situação que vivemos, da contrariedade com a política que muitos manifestam, da pandemia e da mudança da regra, com o fim das coligações. Enfim, o cenário é nebuloso e o número de postulantes é grande, com muitos estreantes. Não está descartada uma onda de renovação, mas não dá para cravar quem serão os protagonistas.

Exemplo no futebol

O Três Passos Atlético Clube deveria servir de exemplo para outros clubes do interior que seguem penando, incluindo o Santo Ângelo. O clube de Três Passos se reestruturou, firmou parceria com o empresário Sandro Becker, que não é um aventureiro, e investiu bastante. Agora, colhe os frutos.

O atacante Luiz Henrique (foto), que estava no Botafogo, foi vendido ao Olympique de Marselham que comprou 70% dos direitos econômicos do atleta de 18 anos. Resultado, R$ 31 milhões na conta do Três Passos, que ainda mantém 15% dos direitos econômicos do atleta. E ainda tem jogadores em vários grandes clubes do País, que certamente renderão bastante.

Investir na base, com critérios e profissionais especializados. Esse é o caminho.

Perguntar não ofende 
O leitor já recebeu a visita de algum candidato?

Só para lembrar 

Pesquisa divulgada pelo Ibope nesta semana apenas reforça o que já se sabia sobre a fragilidade dos municípios, fruto da concentração de recursos no governo
federal. Com a pandemia, o quadro agravou-se. E aquele papo de mais Brasil
e menos Brasília segue sendo apenas isso, papo furado.

Gaudêncio, o abobado

O meu amigo Gaudêncio acredita em qualquer coisa. Não duvida de nada e, por ser assim tão ingênuo, já ganhou o apelido de “abobado do rincão”.

Pois bem, o Gaudêncio acredita mesmo que o PT acabou com a fome no Brasil e Bolsonaro agora deu fim a corrupção, ou seja, estamos vivendo  num país padrão Noruega.
Gaudêncio não toma mesmo jeito.

Rápidas

  • O tempo muda e com eles os hábitos. Era corriqueiro, nas campanhas eleitorais das antigas, adversários espalharem que tal candidato, após cumprimentar os eleitores limpava a mão com álcool. A ideia era passar a imagem de alguém que não gostava de contato com o povo. Hoje, o ideal é que o aperto de mãos nem ocorra. E, se ocorrer, o álcool gel passa a ser indispensável dentro dos protocolos de saúde em tempos de pandemia.
  • A coisa tá tão difícil que tem candidato que começou a campanha usando material da eleição de 2016, apenas colou por cima da antiga a nova chapa majoritária que está apoiando. Não trocou de partido e segue com o mesmo número, então, achou conveniente aproveitar o material e só depois de esgotá-lo distribuir o novo. Econômico ou pão-duro, entenda como quiser.
  • “Dólar é um câmbio que flutua. Se fizer muita besteira pode ir para esse nível (acima de R$ 5,00). Se fizer muita coisa certa, ele pode descer”. A frase é do ministro Paulo Guedes, dita em março, como o dólar não baixa de R$ 5,00 dá para considerar uma autodefinição de fracasso.

 

Para refletir
“A inveja é assim
tão magra e pálida
porque morde
e não come”.
– Francisco de Quevedo

 

 

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