Ifet e os bandeirantes (I)

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Ifet significa Instituto Federal de Educação e Tecnologia, que atenderá amplos setores desde mão de obra qualificada até faculdades e centros de pesquisas de alta qualificação. Sonhos perfeitamente exequíveis. Eu aponto um exemplo que é a ESAV – Escola Superior de Agricultura de Viçosa-MG, que trabalhou entre esses níveis (elementar, médio e superior) desde mais de 70 anos, constituindo-se num dos mais eficientes e notáveis e acreditáveis centros de pesquisas do Brasil. Pois eu tive o privilégio e a felicidade de frequentá-la antes de me transferir para a ESALQ-USP, onde também se graduou meu irmão Lineu.

Acredito que tanto agora, quanto no futuro, seria um bom modelo ao nosso auspicioso Ifet, posto que eles por sua vez continuam com intensos relacionamentos com várias universidades americanas, onde seus professores vão fazer estágios e cursos. Hoje parece que também recebem estagiários de lá. Desejo que ao longo do tempo muitas coisas boas aconteçam neste sentido, e que o Ifet venha se tornar um paradigma.

Mas eu prometi ao vereador Gilberto Corazza, um dos lutadores, e baluartes da causa, um histórico geográfico do magnífico local da futura instituição. Queira Deus que dê um estalo nas autoridades para os restantes 50 hectares ao Ifet, não ele nasça aleijado, prejudicando seu futuro logo ali adiante…

Mas eu acho que uma boa ilustração do local em apreço seria escrever, responsavelmente, sobre um ensaio que estou realizando, salvo engano, de que aquele lugar ou imediações foi transitado pelo bandeirante André Vidal, e outros. Explico: a tal bandeira de 1631 e outras que se seguiram só conheciam o “Passo de Santa Vitória” sobre o Rio Pelotas, junto a foz do seu afluente da margem esquerda denominado Rio dos Touros.

Daí seguindo para Leste até Santa Teresa de los Pinales, despontando as nascentes dos afluentes da margem esquerda do Rio Uruguai e à esquerda as contra vertentes do Rio das Antas, Taquarí e Jacuí. Após seguiram até a redução de São Carlos, do padre Alfaro hoje Pinheiro Marcado, daí deixando à esquerda as pontas do Rio Ijui passando por São Jacob, “as Brancas”, até as pontas do Rio Comandaí, seguindo à direita até o local onde se situa hoje o Bairro Indubras, penetrando a chácara do Dr. Garibaldi Machado em terras havidas de sua mãe D. Universina Carrera, no rumo do Passo do Taquarichin, isto é sobre terras do hoje Ifet, seguindo para Guarani das Missões e Cerro Largo, numa extensa mancha de barbas de bode, isto é, sem floresta. Vadeando o Ijuí no Passo do Rolador, atingiram as paliçadas dos Guaranis, confirmando a expressão histórica desses: “Eles vieram do Norte…”.

Convido aos meus amigos do Instituto Histórico Geográfico e Genealógico para “mastigarmos este assunto”.