Investir no que é da terra

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Entre as tantas atividades que estão afetas ao Juizado da Infância e Juventude, quem sabe a mais leve e mais prazerosa, são as adoções. Nem todos sabem, mas antecedendo ao pedido de adoção propriamente dito as pessoas interessadas – casadas, solteiras, em união estável, separadas, divorciadas, viúvas – necessitam fazer um requerimento de habilitação à adoção, o qual dispensa a presença de advogado, bastando se dirigir ao Cartório do Juizado da Infância, onde receberá um formulário para ser preenchido e que depois deverá ser devolvido com a documentação exigida.

As pessoas interessadas são submetidas a uma avaliação psicológica e social, além da necessidade de frequentarem um “Curso de Preparação à Adoção”, o qual foi formatado recentemente e está sendo realizado quadrimestralmente, com quatro encontros durante um mês, no qual são abordados todos os aspectos envolvendo a futura adoção, incluindo-se aí o depoimento de quem já adotou e foi adotado.

Pois a semana passada me propus a buscar patrocinadores para um material de divulgação que o Juizado da Infância de Santo Ângelo distribuirá para as pessoas que participarão dos nossos “Cursos de Preparações a Adoções”, só aí me dei por conta, pensando em que empresas poderia contatar, que a investida só poderia ocorrer em empresas locais, em empresários identificados com a nossa Terra, com as nossas coisas, preocupados com as questões e as necessidades da nossa comunidade.

Posso estar enganado, mas na avaliação que fiz não teria êxito caso procurasse alguma das instituições financeiras sediadas em Santo Ângelo, ou alguma das grandes redes de supermercados aqui instaladas, ou ainda uma das grandes redes de lojas e farmácias que têm filiais na nossa cidade, não por má vontade de seus gerentes, mas pela falta de alçada para tomar tais deliberações.

Faço esta reflexão para dizer e afirmar que sabendo dessa realidade deveríamos todos dar maior valor para os abnegados empresários locais, que contra tudo e contra todos, vencendo crises e mais crises, mantem-se firmes e abnegados, criando empregos e projetando investimentos, dos quais todos dependemos. Penso que o fortalecimento de Santo Ângelo, entre outros aspectos, depende dessa mudança de comportamento. Valorizar o que é nosso é sim uma das estratégias possíveis e necessárias.

Não preciso dizer que prontamente fui atendido em minhas solicitações, obtendo imediato apoio dos empresários que procurei, por entenderem e estarem comprometidos com as questões locais. Repito é necessário investir no que é da terra.

Um ótimo final de semana a todos.