Radio Visão: aumento das alíquotas do FABS é lei federal e não do Município

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A presidente do Sindicato dos Professores Municipais de Santo Ângelo, professora Rosani Stocker, não deixou nenhuma dúvida sobre a origem da Lei que determinou o aumento das alíquotas dos funcionários municipais de Santo Ângelo e que, mais uma vez, teve deliberadas interpretações equivocadas com cunho político.

Uma emenda Constitucional, originada na Reforma da Previdência do presidente Jair Bolsonaro, determinou que todos os Estados e Municípios implantassem  alíquotas mínimas de 14% de desconto nos contracheques dos servidores públicos, sob pena do município sofrer pesadas penalidades, como o bloqueio de todos os recursos de origem federal.

A emenda deu prazo até o dia 31 de julho para que os projetos municipais fossem votados pelas Câmaras de vereadores. A presidente disse estranhar que lá em Brasília, o PP (Partido Progressista) tenha votado a favor da emenda, enquanto aqui em Santo Ângelo o mesmo partido votou contra.

Invocou também os exemplos dos municípios de Entre-Ijuís e São Luiz Gonzaga, onde os Prefeitos são do mesmo partido (PP) e onde as alíquotas já estão sendo cobradas desde o início do ano.

A presidente enfatizou que o prefeito Jacques Barbosa esperou até o último minuto do “segundo tempo” para votar o projeto, o que permite que as alíquotas de 14% comecem a incidir a partir de novembro, e não agora como aconteceu nos municípios dirigidos pelo PP.

Acrescentou que, nem o prefeito, nem o Sindicato e nem os vereadores votaram por gostar da medida, mas sim porque foi imposta por uma Emenda Constitucional devidamente aprovada pelo Congresso, com os votos do PP.

Amém!

 

Cavalheiro deixa a Secretaria e vai para o Comitê de Combate ao Coronavírus

Depois de um exitoso trabalho à frente da Secretaria de Saúde, e mesmo surpreendido com o tamanho dos estragos provocados pela Covid-19, o secretário de Saúde, Luis Carlos Cavalheiro vai deixar na próxima semana o cargo que ocupava desde a posse do prefeito Jacques Barbosa.

Comandando uma experiente equipe técnica, o Dr. Cavalheiro deu  lições de competência nesse dramático período da era do coronavírus.

Criticado por algumas vozes dissonantes, que torciam para que a tragédia se instalasse o quanto antes no município, o que atingiria o Governo Municipal como um todo, Cavalheiro nunca alterou a voz e com competência retardou o quanto pode até que o primeiro caso aparecesse e que, salvo lapso de memória, foi aquele caminhoneiro do Bairro Neri Cavalheiro, que voltou infectado de São Paulo, e inclusive, foi a óbito.

Mesmo saindo da Secretaria de Saúde, disse ontem que não vai se afastar da missão de ajudar no combate ao vírus e que vai desempenhar uma missão à frente do Comitê de Enfrentamento à Covid.

Paralelamente, seu nome também está sendo cotado por médicos para assumir, futuramente, um cargo importante dentro da Unimed.

Competência não lhe falta!

 

Deputados buscam alternativas ao drama enfrentado pelas empresas de transporte escolar

O drama das empresas de transporte escolar no Rio Grande do Sul, que diante da suspensão das aulas em virtude da pandemia, passam por enormes dificuldades financeiras para sobreviver foi tema de debate na Comissão de Economia da Assembleia Legislativa na quarta-feira (29).

O deputado Eduardo Loureiro, que vem auxiliando as empresas nesta questão junto aos municípios, destaca que serão convidados representantes do TCE, Famurs, MP-RS e Secretaria Estadual da Educação para uma reunião virtual na próxima semana a fim de buscar medidas que amenizem o problema.

Atualmente, essas empresas não estão recebendo os valores mensais a que tem direito pelos contratos que possuem com o Estado ou prefeituras, pois há entendimentos  preliminares e bastante  controversos por parte da Procuradoria Geral do Estado e do Tribunal de Contas de que os pagamentos devem ser suspensos. Loureiro lembra se tratar de pequenas empresas, que fizeram investimentos em ônibus e vans, contrataram funcionários e ganharam as licitações, mas que agora podem até falir se alguma solução não for encontrada.

 

Paciente tratado com cloroquina foi parar na UTI da Unimed, mas médico não é contra o medicamento

Márcio Siqueira é especialista em cardiologia pela Sociedade Brasielira de Cardiologia (SBC) e em Hemodinamica e Cardiologia intervendionista pela SBHCI. Atua em consultório próprio e no Hospital Unimed Missões. Foto: arquivo pessoal

Um dos médicos mais renomados do Estado em atendimentos cardíacos é o Dr. Márcio Siqueira, buscado pela direção da Unimed Missões em Florianópolis, Santa Catarina e que já atua há mais de cinco anos em Santo Ângelo.

Seus conhecimentos sobre assuntos que envolvem o coração são infinitos e se equipara aos maiores especialistas do país. Em sua carreira já  realizou mais de 10 mil procedimentos de cateterismo, sempre com sucesso.

Só aqui em Santo Ângelo já desobstruiu as veias e artérias de mais de dois mil pacientes, e que, por via de regra, se salvaram e sobreviveram.

Pois coube a ele receber um paciente que havia sido medicado com cloroquina para combater o Coronavírus e o efeito colateral foi bater no coração, com uma forte arritmia cardíaca. Como tudo que envolve a Covid é feito sem que o médico tenha um conhecimento científico infalível, pois é a última novidade mundial em termos de pandemia, o Dr. Márcio Siqueira fez uma criteriosa avaliação para tentar salvar o paciente.

Feita a bateria de exames, o médico descobriu que ele havia ingerido a cloroquina em excesso, e em vez de provocar efeitos benéficos, provocou uma tremenda intoxicação pulmonar, que foi parar no coração.

Internado às pressas na UTI, depois de alguns dias já desintoxicado, o paciente se salvou e pode ir para casa. O resumo científico dessa história, contada no Rádio Visão, é que o médico, assim mesmo, não é contra o uso  do medicamento, mas que deve ser tomado só nos sintomas iniciais e na dose mínima possível.

Ele próprio disse, que, nestas circunstâncias, com rígido acompanhamento médico, receitaria a cloroquina. Ainda que não seja infectologista, de coração ele entende como ninguém.

 

Em quatro embates com as bandeiras, prefeito Jacques reverteu três

Não se desconhece que o sistema de isolamento adotado pelo governador Eduardo Leite, dividindo o Rio Grande do Sul em regiões para  combater o Coronavírus, tem aspectos bons e positivos, mas alguns critérios técnicos estão exauridos e precisam ser mudados.

Uma das razões para os prefeitos não ter direito a um final de semana com a família é o método de divulgar o mapeamento na sexta-feira, normalmente vermelho, e que obriga os prefeitos a correr contra o tempo, pois o prazo de recursos termina, às 6 horas de domingo. O domingo é ocupado com contatos com as autoridades do Estado.

Paralelamente, os comerciantes vão dormir no  sábado e  não sabem como será a semana seguinte, pois poderão ter que fechar as portas a partir de terça-feira. Conjugados estes fatores, o deputado Eduardo Loureiro defende que, ao receber as informações dos municípios, na quinta-feira, o Governo deveria imediatamente confrontar os dados com as Prefeituras, antes de anunciar o nível de risco e a cor da bandeira. Isso evitaria o “stress” dos finais de semana e menos confusão entre autoridades e a população.

O fato de que o prefeito Jacques Barbosa reverteu três das quatro vezes em que Santo Ângelo foi empurrado para a Bandeira Vermelha e depois voltou para a laranja, comprovam essa tese. Com a atenuante de ao menos dar direito aos prefeitos e seus assessores de passar o final de semana com as famílias e não nos gabinetes  municipais, como acontece hoje.

Tese perfeita!

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