Como está a marca pessoal?

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Assim como os negócios têm produtos e marcas, todos nós que prestamos serviços ou que trabalhamos em algum local trocamos o produto de nossos serviços pelos nossos honorários e/ou nosso salário e, portanto, temos produtos e marcas. Todos nós temos nossa marca profissional, que, conforme for valorizada, permitirá maiores honorários e/ou maiores salários.

Faz algum tempo que as carreiras profissionais não são mais como uma escada em que, conforme o tempo passava, subiríamos os degraus. Em vez de uma carreira linear em forma de escada, a evolução profissional é mais comparável a um tabuleiro de xadrez, ou a um labirinto, pois está cada vez mais cheia de movimentos, que podem ir para os lados, para a frente, em diagonal e até mesmo para trás, quando for necessário e se fizer sentido. A carreira de cada um de nós é um portfólio, um menu de projetos, experiências, em que aprendemos novas habilidades, adquirimos novas competências, desenvolvemos novas capacidades, crescemos em conjunto com colegas, e tudo isso exige que, como marca pessoal e profissional, nos reposicionemos no ambiente em que atuamos.

Uma sugestão dada por muitos estudiosos de carreira é evitar querer ser gerente, em função de além de poder ficar obsoleto como curriculum, gerente é praticamente sinônimo de “beco sem saída”. Depois de ser gerente, vai para onde? O melhor é que à medida que você alcance o caminho na sua “carreira”, sejam desejados projetos mais interessantes, mais desafiadores, mais provocantes. Quem olha para a progressão de uma carreira construída a partir de projetos sabe que a direção da carreira não somente é mais difícil de controlar, como também pode ser totalmente irrelevante para muitos casos. Mais importante é saber quais os desafios que a pessoa assumiu e superou.

A proposta é substituir a posição de um escravo do conceito de carreira, pela reinvenção de si mesmo, de tempos em tempos ao longo da vida. Para isso é preciso começar por escrever sua própria missão, para direcionar-se como o grande dirigente de sua vida. Do que você mais gosta? Quer aprender algo novo? Quer ser reconhecido por suas habilidades como profissional técnico? Quer ser reconhecido como um criador de novas ideias para o mercado? Quer ser um empresário admirável?

Avalie bem a sua definição pessoal de sucesso: é dinheiro? É poder? É fama? É realização pessoal? É fazer o que você ama? Para responder a essas perguntas, você deve procurar incansavelmente as oportunidades de trabalho ou projetos que se encaixam em sua missão pessoal. Reveja essa missão a cada seis meses para se certificar de que você ainda acredita que você escreveu. Defina também a visão de futuro relacionada a esta missão da sua vida, definindo um prazo para alcançá-la.

Independentemente do que você faz hoje, há algumas coisas que você precisa ser para ter uma boa marca profissional:

1º) ser um grande parceiro, ser cooperativo, colaborativo e um colega solidário;
2º) ser um especialista excepcional e reconhecido em algo que tem valor real para as pessoas;
3º) ser visionário, um líder perspicaz, um mentor, para ter cada vez mais gente seguindo por gostar de ouvir e saber das suas ideias e propostas;
4º) ser obcecado por resultados pragmáticos.

Finalizando, você precisa saber que possui uma marca e que dependendo do que fizer, ou deixar de fazer, terá sua marca mais valorizada ou não, o que influenciará diretamente em muitas coisas da sua vida. Na sua renda, nas suas relações, na sua influência. Não esqueça de que você está no comando de sua marca e de que não há um caminho único para o sucesso profissional. Portanto, não há um caminho certo para criar a sua marca pessoal. O importante é intensificar a partir de hoje mesmo, criando a sua missão, a visão de futuro e investindo suas energias para canalizar mais força para posicionar a marca naquele espaço que você quer estar na mente das pessoas que devem lembrar de você como alguém especial e de grande valor.

Um abraço a todos e até a próxima!