Como será o pós-pandemia

0
436

Quase todo mundo, literalmente, não somente como força da expressão, quer voltar ao que costumamos considerar nossa vida normal. Estimamos datas de retorno, especulamos o que temos que fazer para retornar a “vida normal”, mas os últimos meses mostraram que ainda sabemos muito pouco.

Sabemos muito pouco sobre como as pessoas se comportam nas guerras de informações como na pandemia. Sabemos muito pouco sobre a circulação das pessoas, assim como os comportamentos que impactam na saúde, na imunidade de diferentes comunidades. Especialmente sabemos pouco sobre as diferenças sutis entre as pessoas de diferentes regiões, que fazem bastante diferença em alguns poucos momentos.

O que será diferente no retorno á chamada normalidade também não sabemos, mas surgem vários estudos indicando tendências de mudanças que haverão em nossas vidas quando as coisas voltarem ao que é conhecido por normal. Algumas que li e concordo serão alvo deste e do próximo texto, pois é certo que com tudo o que estamos vivendo e aprendendo, por tantos dias, não há como tudo voltar ao era antes.

As grandes crises que a humanidade passou como guerras e pandemias sempre aceleraram mudanças que há estavam em curso. Tendências de queda e de aumento, sejam de consumo, hábitos, negócios, produtos, serviços, já iniciadas antes das grandes crises se aceleram significativamente, durante e depois. Para sabermos como será o mundo, nossa vida, nossos negócios no pós-pandemia, é preciso considerar os sinais, as tendências iniciadas antes e como a pandemia influenciou. A partir daí, é possível fazer algumas projeções do que pode declinar e o que pode potencializar, mudando nossas vidas.

As grandes crises anteriores mudaram valores e geraram importantes alterações no comportamento de boa parte das pessoas. As grandes crises costumam unir as pessoas em torno de pequenas comunidades seja nas pequenas cidades, nos bairros, ou nas empresas, desde que hajam lideranças em condições de “puxar a frente”.

Uma crise financeira por si só já é motivo para as pessoas mudarem hábitos e economizar revendo o consumo e investimentos. Um artigo do Instituto de Estudos Futuros de Copenhagem diz que a ideia de “menos é mais” vai guiar os consumidores daqui para frente. “Consumir por consumir sairá de ‘moda’” é a tônica de um texto de Sabina Deweik no site “O futuro das coisas”.

Avaliar continuamente o valor concedido às pessoas, o impacto ambiental, a geração de impactos positivos na sociedade e no engajamento por uma causa já estava presente em várias empresas de diferentes setores e tamanhos. Já passamos a ver algumas amostras durante a pandemia e esta pode ser uma tendência que se ampliará mais fortemente nos próximos tempos.

O trabalho domiciliar deve ser ampliado de forma significativa depois que muitos trabalhadores e empresas tiveram esta experiência. Este movimento muda muitos hábitos, investimentos, estrutura, despesas nas empresas e nas casas. Evidentemente o direito do trabalho terá que acompanhar estas mudanças.

O varejo deve ser repensado em muitos casos, especialmente na interatividade, na internet e nos espaços físicos comerciais. Com meses seguidos em que o contágio da doença domina totalmente os noticiários e rodas de conversa, devem se multiplicar os casos de fobia social, com mais gente com medo e ansiedade por circular entre outras pessoas, mudando hábitos e provocando mudanças em locais públicos, ginásios, estádios, feiras, bailes, shows, festas e outros, que devem ter mudanças permanentes.

Os cuidados com a saúde e o bem-estar, que aumentaram muito nos últimos meses, possivelmente se incorporarão mais naturalmente a vida de cada vez mais pessoas, com tendência a se diversificar. Os espaços públicos, de diferentes tamanhos, sejam lojas, escolas, restaurantes, e outros, para terem mais engajamento dos públicos, precisarão passar aquela “sensação de estar em casa”, num lugar que também parecerá seu.
Semana que vem tem mais reflexões sobre como nossas vidas e negócios poderão ser no pós-pandemia. Um abraço e até lá!

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here