Criatividade se aprende

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“Aprender é mudar posturas”, já dizia Platão. Criatividade também se aprende, mudando posturas como dizia Platão, ou mudando o modo de pensar e é o que compartilho hoje com os amigos leitores.

Criatividade se aprende

Em 17 de novembro comemorou-se o Dia Internacional da Criatividade e aproveito para falar um pouco desta riqueza que precisamos fazer prosperar em nós mesmos e em nossas equipes. A criatividade é inerente ao ser humano que desenvolve ao longo da vida e de diferentes formas, o seu potencial criativo, independente da condição de vida.

Algumas pessoas tendem equivocadamente considerar a criatividade um dom, ou atributo de pessoas especiais, mas a verdade é que todos somos criativos, principalmente considerando a capacidade de associar e combinar conhecimentos e entendimentos adquiridos para obter determinado resultado, que atenda uma necessidade que surge. Criar, de um modo geral, significa fazer existir e com maior potencial criativo, podemos gerar melhorias e inovações valiosas para nossas vidas e nossas organizações.

A criatividade está relacionada aos aspectos mais espontâneos do ser, por isso, precisamos estimular a espontaneidade, a ousadia e a imaginação, para buscar soluções mais criativas na vida e no trabalho. Rodolfo Pereira Filho, organizador do livro “Criatividade e Modelos Mentais” prega que os modelos mentais que cada um de nós construímos dificultam formas de pensar e agir diferente e isso inibe o surgimento de soluções criativas. Para Hutchens (2001) modelos mentais são as crenças, imagens e pressupostos profundamente arraigados que temos sobre nós mesmos, nosso mundo, nossas organizações e como nos encaixamos neles. Pereira Filho et al (2005) defendem que estes modelos mentais muitas vezes dificultam a espontaneidade, a ousadia, o entendimento mais amplo das situações, por gerar filtros pelos quais o que ocorre é entendido de uma determinada forma, relativizando a realidade e a verdade ao nosso redor.

Todos nós temos modelos mentais e isso deveria possibilitar uma autorreflexão constante sobre o que escolhemos para guiar nossas ações e pensamentos. Estes modelos mentais determinam como e o que cada um de nós vê em cada situação. Assim, Hutchens, os modelos mentais afetam nossa criatividade por guiar a forma como pensamos e agimos, nos levando a tratar inferências, ou especulações, como fatos. Para os autores citados, esta forma como pensamos influencia os resultados do que colhemos, e ainda, reforçam as consequências, gerando em todos nós, bloqueios que nos limitam significativamente.

É célebre a frase de Lord Thomas Dewar “A mente é como um pára-quedas: só funciona quando aberta”. E é assim, que podemos nos preparar, as nossas equipes e a nossos filhos, para sermos mais criativos. Nossas empresas e nossas vidas precisam de mais criatividade e por isso precisamos pensar diferente, sem conceitos pré-estabelecidos sobre tanta coisa, pois ao buscar soluções, precisamos de imaginação sem barreiras, para que muitas possibilidades possam surgir.

É preciso ter ambientes e climas inspiradores para termos criatividade em grupo. Individualmente é importante conversarmos com pessoas criativas e interessantes, mas também com muitas pessoas diferentes e de locais, culturas e formações diferentes das nossas. Andar por ruas, locais e cidades diferentes também estimula nosso potencial criativo. Evitar ao máximo manter rotinas, desde horários, a locais e formas, contribui com o aumento do potencial criativo, assim como a redefinição periódica da organização da casa, do layout da loja, do escritório, bem como andar com automóveis diferentes, saborear comidas e bebidas diferentes, enfim, ao estimular seu cérebro sendo e fazendo diferente, você vai potencializando o pensamento criativo.

Muito mais criatividade para você, um abraço e até a próxima semana!